O selo especial da Série Mercosul: Fauna e Flora – Suculentas foi lançado pelos Correios nesta semana. Segundo a empresa, o 14° selo especial anunciado destaca a relevância e a beleza dessas plantas, capazes de acumular água no caule, nas folhas e até nas raízes.
“Suculência é uma característica altamente associada à resiliência. Por isso, ela está tão presente em plantas que habitam regiões áridas do globo, porque a falta de água é o maior fator que impede a sobrevivência de uma planta”.
Os Correios destacam que, por conta desse mecanismo, é possível encontrar suculentas habitando desde os rochedos do Rio Grande do Sul até a Floresta Amazônica.
A estimativa é de que existam mais de 12 mil espécies, distribuídas sobretudo na África, na Cordilheira dos Andes e nos desertos da América do Norte.
Sobre os selos
A emissão traz 4 selos de suculentas, das espécies Quiabo-da-lapa (Uebelmannia pectinifera), Mandacaru (Cereus jamacaru), Planta-pedra (Lithops lesliei) e Sisal (Agave sisalana), retratadas em belas fotografias, onde é possível ver a beleza das cores, texturas e formatos da flora brasileira.
Uebelmannia pectinifera subsp flavispina (Buining & Brederoo)
Nome popular Quiabo-da-lapa
Um dos cactos mais raros da flora brasileira, sendo encontrado apenas nos campos rupestres da Cadeia do Espinhaço em Minas Gerais. A subespécie com espinhos amarelos é ainda mais rara e nativa apenas do município de Diamantina-MG.
Lithops lesliei (N.E.Br.)
Nome popular: Planta-pedra
Planta nativa de regiões desérticas na Namíbia e África do Sul, que apresenta inúmeras adaptações morfológicas e fisiológicas para prosperar em ambientes extremos. Essa suculenta mimetiza pedras e, assim, evita ser depredada. Estima-se que existam por volta de 300 espécies de Lithops, diferenciadas pelos diversos padrões de suas folhas.
Cereus jamacaru (DC.)
Nome popular: Mandacaru
Um dos cactos mais típicos das paisagens do semiárido brasileiro, que pode superar os 10m de altura. É encontrado desde o Piauí até Minas Gerais, mas pode ser cultivado em praticamente todo Brasil. Já foi muito utilizado na construção civil e agora se destaca pelo seu potencial biotecnológico na indústria de cosméticos e alimentícia.
Agave sisalana (Perrine)
Nome popular: Sisal
Nativa do semiárido mexicano, essa planta produz uma fibra conhecida como Sisal no Brasil. Obtida a partir das folhas do Agave sisalana, seu cultivo tem grande importância, sendo muitas vezes a única alternativa com ganhos econômicos no semiárido brasileiro. Hoje o Sisal é utilizado principalmente em cordoaria e seu bagaço tem mostrado potencial para bioinseticidas, manocelulose e até biogás.
Com tiragem de 128 mil exemplares e valor de R$ 2,60 cada, os selos já estão disponíveis para venda na loja virtual e, em breve, nas principais agências do País.
*Com Informações da Agência Brasil
