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Egressos da Varig promoveram encontro de confraternização

Ex-funcionários da empresa aérea Varig preferem ser chamados de egressos, porque não se consideram “ex”. Um grupo de egressos promoveu um encontro, em uma churrascaria na Zona Norte de São Paulo, para confraternização, matar as saudades e trocar ideias.

A jornalista Vera Helena de Camargo faz parte do grupo e preparou um relato do que aconteceu no evento. Ela afirma que a Varig não foi uma mera companhia aérea, pois representou um marco histórico para o Brasil. “Em qualquer lugar do mundo por onde você passasse, ela seria considerada algo próximo ao status de uma embaixada brasileira. Era para onde os cidadãos corriam em situações emergenciais, em busca de ajuda. E eram calorosamente recebidos e orientados”, recorda.

A Viação Aérea Rio-Grandense foi, de fato, por muito tempo, a maior empresa do setor no Brasil. Transportou celebridades, cientistas, astros do futebol, reis e rainhas, gente do povo, refugiados e toda sorte de seres humanos, significando para muitos a única esperança de sobrevivência, por conta de sua expressiva penetração nos mais remotos territórios brasileiros. Não foram poucos os relatos de cidadãos que eram transportados de regiões extremas, para tratamentos em hospitais de referência no eixo Rio/São Paulo.

“Essa história para além de gloriosa, traz em seu bojo ainda, especialmente para nós, que tivemos o privilégio de ser funcionários dessa empresa, o sabor de ter uma família adicional. A Varig foi e sempre será uma empresa com alma, que conseguiu concentrar em sua equipe os melhores profissionais da aviação e grandes seres humanos, que, de forma uníssona e com o apoio incondicional de seus gestores, conseguia literalmente fazer o bem”, afirma Vera.

Ela cita diversos casos para exemplificar o espírito de solidariedade que marcou a trajetória da Varig. “Um desses casos que podemos contar é o do retorno de uma aeronave, após decolada, para resgatar uma garotinha que estava vindo para São Paulo, em uma urgência de saúde e corria o risco de perder a vida. Para quem é da aviação, sabe o ônus que isso representa e o risco para o funcionário que o assume. A Varig levou ajuda humanitária para as mais diversas situações de emergência no mundo, representando o Brasil com louvor”, comenta.

Diz que o grupo é de eternos funcionários da grande empresa, e que, apesar da falência financeira, a alma que os representa jamais faliu ou perecerá. “Estamos ainda unidos e permanecemos seguindo os ensinamentos de nossa mãe Varig, buscando ajudar aqueles que, dentre o grupo ou fora dele, precisem de algum auxílio. Literalmente formamos uma corrente do bem. Nossos encontros, singulares ou plurais, continuam acontecendo e assim continuarão”.

Bassuma (ao centro) diz que a Varig foi a grande escola da aviação brasileira

O professor e escritor Milton Bassuma, membro da Academia Guarulhense de Letras, também egresso da Cia., complementa, afirmando que, por esses e por tantos outros detalhes, peculiares da história da Varig, o grupo permanece unido, vivenciado a grande amizade que ser formou. “Essa alma, que permanece viva, seguirá brilhando como nossa inesquecível estrela brasileira, considerada a grande escola da aviação brasileira”, finaliza.

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