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Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, demite 11 mil funcionários

Foto: Reprodução/Facebook

A Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, anunciou, nesta quarta-feira, 9, que vai demitir mais de 11 mil funcionários. O quadro funcional da empresa deve ser reduzido em 13%. Em setembro, a Meta tinha pouco mais de 87 mil colaboradores.

Em nota, Mark Zuckerberg, CEO da empresa, assumiu a responsabilidade pela demissão em massa. “Quero assumir a responsabilidade por essas decisões e por como chegamos aqui. Eu sei que isso é difícil para todos, e lamento especialmente pelos afetados”, afirmou.

Falando em uma nova empresa mais enxuta e eficiente, Mark disse que fez uma leitura equivocada do mercado no início da pandemia de Covid-19. Naquele período, o comércio eletrônico teve um crescimento exponencial, com alguns analistas indicando que se tratava de uma aceleração permanente, mesmo após o eventual término do período pandêmico.

Segundo ele, a receita da Meta caiu porque a tendência de alta do comércio eletrônico começou a se reverter. “Avaliei de forma errada e assumo a responsabilidade por isso”, frisou.

Os funcionários demitidos receberão um e-mail sobre o processo de demissão.

Nos Estados Unidos, a Meta vai pagar 16 semanas de salário base mais duas semanais adicionais por ano de serviço. A empresa também vai cobrir seis meses do plano de saúde dos empregados e de seus familiares.

No comunicado, a companhia diz que o processo será similar em outros países, levando em conta as legislações trabalhistas locais.

No Brasil

Segundo informações do Estadão, o braço brasileiro vai deixar a Infinity Tower, prédio no bairro do Itaim, em São Paulo, lar da Meta desde 2012, e que também abriga os escritórios de Apple, Credit Suisse, Goldman Sachs e Bloomberg.

Com a mudança, a Meta permanecerá apenas com os escritório do edifício B32, localizado na Avenida Faria Lima, também no bairro do Itaim, e no qual está desde 2020.

Demissão no Twitter

Trata-se do segundo anúncio de demissões em massa entre as gigantes da tecnologia neste mês. No dia 4, o Twitter demitiu metade dos cerca de 7,5 mil funcionários após a aquisição da rede social pelo bilionário Elon Musk, a pessoa mais rica do mundo no ranking da Forbes.

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