Moradores de condomínios e outras residências vizinhos à avenida José Antônio Cabral e rua Gabriel Vasconcelos, entre os bairros Vila Rosália e Jardim Rosa de França, na região da Vila Galvão, comentam sobre os transtornos causados pelas fortes chuvas na tarde de sexta-feira, 11/11, e pedem atenção da Prefeitura para um fator que certamente está contribuindo para enchentes na região.
Na avenida José Antônio Cabral, há um terreno que dá acesso à viela Aguaí. Por ali passa um córrego canalizado, que não consegue dar vazão quando as chuvas são de maior intensidade. Em todo o entorno das grades desse córrego, têm sido despejados entulhos e todo tipo de detritos. Em decorrência, a enxurrada corre pela avenida José Antônio Cabral, segue pela rua Gabriel Vasconcelos, ajudando a inundar a avenida Francisco Conde e causando todos os transtornos nas proximidades do lago de Vila Galvão, prejudicando toda a população da região.
“Esporadicamente a Prefeitura faz a remoção, com máquinas e caminhões; mas, assim que se retiram, imediatamente as pessoas voltam a jogar os entulhos. Inclusive, ocorrem queimadas daqueles lixos, o que, além de poluir o ar, coloca em risco a segurança da creche que funciona no terreno ao lado”, diz uma moradora.
Assim como tem acontecido em outros pontos da cidade, enquanto forem mantidos os mesmos procedimentos pela Prefeitura, os resultados permanecerão iguais, em uma eterna operação “enxuga gelo”.
A solução está em colocar em prática ações conjuntas de várias secretarias, a começar pela instalação de câmeras para flagrar quem são os malfeitos que despejam materiais em locais indevidos.
Além de focar na fiscalização, é imprescindível haver ações de conscientização das comunidades vizinhas, pela Secretaria de Assistência Social, pois tanto há profissionais de outros bairros que levam para ali os entulhos, em veículos motorizados e em carrinhos improvisados, como há quem reside por perto, sobrevive da coleta de materiais recicláveis e descarta nesse terreno o que não tem valor comercial. É um hábito nocivo que precisa ser combatido a começar pelas crianças nas escolas e creches. Já que é tão difícil reeducar os adultos, que se comece educando os mais novos.
Outra iniciativa poderia ser tomada pela Secretaria do Meio Ambiente, reurbanizando o terreno em questão, transformando-o em pequena praça ou um canteiro de plantas. Outra sugestão é de que a comunidade vizinha utilizasse esse espaço para criar uma horta comunitária.
Segurança
Outro internauta comenta já ter sido solicitado a deputados e vereadores que naquele local fosse colocada uma base fixa ou móvel de policiamento, para coibir atitudes suspeitas que costumeiramente ocorrem naquele lugar. No entanto, ao contrário do que tem sido pedido, a Polícia Militar tem desativado as bases fixas que mantinha. Em assim sendo, a reivindicação que agora os moradores fazem é que haja rondas constantes de viaturas, se possível em sintonia com as ações que a Prefeitura deve tomar para evitar a continuidade do despejo de materiais no local.
