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Odontopediatra recomenda tratamento preventivo da dentição de crianças

A odontopediatria é uma especialização da odontologia que cuida da saúde bucal de crianças, desde o seu nascimento até a adolescência. A primeira consulta com odontopediatra deve ocorrer logo após o nascimento dos primeiros dentinhos de leite, de preferência antes da criança completar o seu primeiro aninho, conforme orienta a odontopediatra Beatriz Gerenutti, mestre em Distúrbios do Desenvolvimento e pesquisadora na área de autismo e odontologia.

“Nessa primeira consulta, informações preciosas serão repassadas aos pais com o intuito de prevenir o aparecimento de cáries, problemas oclusais e outros. Antigamente existia a cultura de achar que dente de leite não precisaria de tratamento porque iria cair ou que dente de leite não dói. Aas crianças só eram levadas ao dentista quando tinham dor e infelizmente a extração de dentes de leite era vista como algo normal. Que bom que esse tempo já passou! Hoje os consultórios são planejados para agradar e encantar os pequenos. As consultas preventivas são lúdicas e cheias de diversão”, comenta.

Ela informa que, quando a criança já teve uma experiência odontológica negativa, a abordagem deve ser mais cuidadosa, com consultas de dessensibilização ou com uma ajuda especial do ‘cheirinho da coragem’, como é chamada a sedação consciente com óxido nitroso. E que esse tipo de sedação é bastante segura e praticamente não tem contraindicação.

“Uma das grandes paixões da nossa clínica é o atendimento de crianças atípicas, principalmente crianças com transtorno do espectro do autismo (TEA). Com relação ao atendimento odontológico de crianças autistas, é importantíssimo ressaltar a necessidade de consultas preventivas. Se a criança ainda não estiver em acompanhamento odontopediátrico, este deverá ser iniciado o mais breve possível”, recomenda.

As crianças atípicas costumam apresentar uma maior sensibilidade oral e aversão a escovação, por vários motivos, como dificuldade em manter a boca aberta, aflição a textura da escova ou ao sabor do creme dental. Um odontopediatra experiente pode ajudar na criação de estratégias para amenizar esses desconfortos e permitir que a rotina de higiene oral seja concluída.

“Infelizmente vemos com frequência crianças autistas que já chegam ao consultório com muitas necessidades odontológicas ou com dor. Nestes casos, às vezes é necessário o uso de outros recursos, como a sedação profunda ou mesmo a intervenção sob anestesia geral em ambiente hospitalar, o que acarreta custo elevado para as famílias”, menciona.

Para que as crianças tenham uma boa experiência odontológica, ela recomenda investir em prevenção. “Já levou seu filho ao odontopediatra?”, conclui.

Serviço:

Dra. Beatriz Gerenutti

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