Ícone do site Click Guarulhos

Presidente da Ambazônia fará pronunciamento para conscientizar o mundo sobre seu país

O presidente da Ambazônia, pastor Samuel Ikome Sako, fará pronunciamento transmitido mundialmente nesta terça-feira, a partir das 11h, horário de Brasília, buscando conscientizar a opinião pública mundial sobre a situação de seu país, que reivindica ficar independente da República dos Camarões, na África.

Para explicar a situação em que vivem os 8 milhões de habitantes da Ambazônia, também chamada de British Southern Camarões, estiveram em visita à Redação do Click Guarulhos o pastor Ivo Komando e o pastor Jaime Santos. Komando reside no Brasil há 4 anos e atua como se fosse embaixador de seu país. Simpatizante da causa e amigo de Komando, Santos é residente em Guarulhos.

Segundo afirma Komando, até 1960 Camarões era uma colônia dominada pela França, que concedeu a independência naquele ano. Até então, o território da Ambazônia era de domínio do Reino Unido, chamava-se West Camarões e o idioma falado era o inglês. Em 1954, a Ambazônia foi o primeiro país da África a ter eleições democráticas, elegendo presidentes por meio do Parlamento. Conta-se que por três vezes foram eleitos democraticamente; depois, Camarões passou a nomear um aliado. Em 1961, a ONU sugeriu que os dois países se unissem para somar os predicados de ambos e terem mais pujança. Foi feito um plebiscito. A parte mais ao Norte preferiu anexar-se à Nigéria e a parte mais ao Sul, que hoje se chama de Ambazônia, aceitou aliar-se a Camarões, que passou a ser República Federativa de Camarões.

Em 1972, houve mudança na denominação para República Unida de Camarões e em 1984, voltou a chamar-se República de Camarões. Komando e Santos contam que em 1961, 64 países participantes da ONU haviam votado a favor da Ambazônia ser um território livre. Mas, havia vencido a ideia de que juntos pudessem ser um país melhor para todos. Gradativamente, a população da Ambazônia foi percebendo que sua cultura estava sendo dizimada. Os governantes procuravam fazer que os jovens passassem a falar só francês. As reações contrárias àquela situação foram crescendo e aumentando o sentimento de separação, até que em 2016 eclodiram choques. Camarões respondeu com armas à tentativa de independência. Segundo Komando, 50 mil habitantes da Ambazônia foram mortos. O pequeno exército local buscou defender a população e teria conseguido eliminar mais de mil soldados de Camarões, que está há 40 anos sendo governado pelo mesmo presidente, a pulso forte. Na raiz de todos os problemas está a riqueza do subsolo da região, que além de petróleo, tem ouro, diamantes e outros minérios de valor.

Ivo Komando e Jaime Santos

Defesa da causa

Samuel Ikome Sako, que é doutor em Teologia, vive refugiado nos Estados Unidos, onde vivem outros 2 milhões de nativos da Ambazônia. No Brasil, estima-se que sejam mil os refugiados de lá. Em seu pronunciamento nesta terça-feira, Samuel Sako pretende chamar a atenção de povos de muitos países para a situação drástica em que vive seu povo. Espera obter apoio humanitário, sensibilizando muitos países para a defesa de sua causa, que é a de que a Ambazônia é a 55a. nação da África. O desejo é que, conquistando a independência, sejam adotados, além do idioma francês, o inglês e o português.

Transmissão

Os guarulhenses que quiserem acompanhar a transmissão podem fazê-lo acessando o Facebook Tribuna Livre Guarulhos, do jornalista Roberto Samuel. Será compartilhada no Facebook do Click Guarulhos.

Direito de resposta

Fica assegurado a representantes da República dos Camarões no Brasil o espaço para apresentar sua versão ou defender-se das acusações feitas pelos porta-vozes da Ambazônia.

Sair da versão mobile