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Centro Cultural Correios SP abre exposição ‘João Cândido, 90 – Histórias Silvafricanas’

Foto: divulgação (CCCSP)

O Centro Cultural Correios São Paulo (CCCSP) abriu no dia 11 de março a exposição João Cândido, 90 – Histórias Silvafricanas. A mostra ficará em cartaz até o dia 8 de abril no CCCSP, e busca apresentar um apanhado significativo dos seus itinerários criativos e, por ocasião do seu aniversário de 90 anos.

A exposição “João Cândido, 90 – Histórias Silvafricanas” , com 40 trabalhos, entre pinturas (30 obras) e esculturas (10 peças), produzidas ao longo dos últimos 50 anos por João Cândido da Silva, alguns dos seus familiares e também da família Trindade, composta pelos Acervos de Seu João Cândido e do historiador e curador Paulo Cesar Pedrini , grande amigo da família.

A ideia da exposição é acompanhar o itinerário e o imaginário, transposto às artes plásticas diversas, por um dos multiartistas negros vivos mais longevos e criativos do Brasil, oriundo de uma das famílias de artistas negros mais significativas do país, com vasta contribuição e legado, vivos, ainda não tão conhecidos do grande público.

Seu João Cândido da Silva é irmão da inovadora pintora “primitivista” Maria Auxiliadora (1935-1974), a mais conhecida integrante da família. Ambos foram dois dos pioneiros de diversos espaços e festivais de cultura do Brasil, como toda movimentação cultural que tornou a cidade de Embu das Artes-SP , junto à família de Solano Trindade , seu Mestre Assis e diversos outros artistas populares pioneiros, bem como também do tradicional festival Revelando SP , junto ao artista e pesquisador Toninho Macedo .

Para a família Silva , que foi aprendendo e produzindo as mais diversas formas de artes plásticas a partir do incentivo da mãe, o fazer artístico é mais do que uma forma de sobrevivência, suas mentes criativas estão constantemente em busca de novos desafios.

Ao voltar, recentemente, de uma viagem patrocinada pelo Institut de Sciences Politiques de Paris, organização estrangeira que tem como objetivo divulgar o trabalho dos artistas brasileiros na França, Seu João Cândido afirmou que embora tenha recebido muita atenção “lá fora” gosta mesmo de ficar no Brasil, pintando as emoções do povo brasileiro.

“Embora autodidata, o traço de João Cândido não se vincula totalmente ao primitivismo, principalmente pelo uso da perspectiva na composição de paisagens e no respeito pelas proporções das personagens entre si e destas em relação ao ambiente em que se inserem” , afirma o crítico de arte Oscar D’Ambrosio , que também é consultor da exposição.

Atualmente João Cândido está se dedicando a novas pinturas e trabalhando com materiais reciclados.

Serviço

“João Cândido, 90 – Histórias Silvafricanas”

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