O deputado federal Deltan Dallagnol, ex-coordenador da Operação Lava-Jato em Curitiba, teve seu mandato cassado na noite desta terça-feira, pelo TSE – Tribunal Superior Eleitoral. Mais votado na disputa pelo cargo no Paraná, ele recebeu exatos 344.917 votos — o equivalente a 5,63%.
A acusação que foi julgada pelo TSE é de que ele deixou o cargo de procurador para escapar das denúncias de irregularidades que pesavam contra ele e que, se condenado, o impediriam de ser candidato. Segundo o relator, o ex-procurador usou de uma manobra para fugir da inexigibilidade.
O TSE determinou que os votos que recebeu permaneçam atribuídos a seu partido, o Podemos. Com isso, será eleito o primeiro suplente, Luiz Carlos Hauly.
O pedido de cassação partiu do PMN e da Federação Brasil da Esperança, que é composta por PT, PCdoB e Partido Verde. Anteriormente, o TRE do Paraná negara o pedido. Os partidos recorreram e o caso subiu para o TSE.
O pleno do Tribunal acompanhou o voto do relator, ministro Benedito Gonçalves. O presidente do TSE, Alexandre de Moraes, indagou aos demais ministros após a leitura do relatório se alguém discordava. Como ninguém se manifestou contra, Moraes proclamou o resultado como unânime, o que representa imediato fim do mandato de Dallagnol e a posse de Hauly, que assim poderá exercer seu oitavo mandato como deputado federal.
