Administração de um condomínio divulgou comunicado aos moradores, orientando para não colocar isopor como material reciclável, porque a equipe da Coleta Seletiva teria afirmado que esse tipo de resíduo é lixo e como tal deveria ser acondicionado. Ou seja, iria para o aterro sanitário.
Como essa orientação confronta com os princípios que são defendidos para ampliar a Coleta Seletiva, com vistas a tornar Guarulhos uma cidade Lixo Zero até 2030, questionamos a Assessoria de Imprensa da Prefeitura, por entendermos que é imprescindível que haja uniformidade nos procedimentos.
Segue a resposta:
“A Secretaria de Serviços Públicos apurou junto às equipes de coleta seletiva e nenhuma informação com tal teor foi repassada aos profissionais do condomínio.
O Departamento de Limpeza Urbana mantém contato com o condomínio em questão sobre a coleta seletiva.
Reiteramos que isopor é um dos resíduos recicláveis recolhidos pelo serviço de Coleta Seletiva.
Orientações, dúvidas e reclamações devem ser tratadas com a Divisão Técnica de Coleta Seletiva através do telefone 2468-7205.”
Portanto, se houver recusa das equipes da Coleta em retirar isopor, recomenda-se reclamar no telefone citado.
Conscientização de todos
A Coleta Seletiva completou um ano que passou a atender toda a cidade de Guarulhos, bairro por bairro. Nos condomínios nos quais é possível a entrada do caminhão específico, os resíduos recicláveis são recolhidos uma ou duas vezes por semana, dependendo do volume disponibilizado.
Ainda assim, apenas 4% de todo o lixo da cidade está sendo reciclado. E, segundo informações que obtivemos, ainda graças aos condomínios. Porque nas residências térreas e sobrados situadas nas ruas, apenas 1% do lixo é reciclado.
Dessa forma, todos os munícipes estão pagando para enterrar no aterro sanitário materiais que deveriam estar sendo reciclados. E é preciso ter consciência de que os aterros sanitários têm curta vida útil. Chegará o dia em que não haverá mais onde despejar tantos detritos.
A população precisa se conscientizar, mudar hábitos, separar tudo que pode ser reciclado. E mais: se possível, praticar compostagem para diminuir ainda mais o volume de lixo que irá para os aterros.
Valdir Carleto
