Morreu na madrugada desta quinta-feira (15) aos 64 anos, Luiz Schiavon, tecladista e fundador da banda RPM.
A informação foi confirmada, em nota, pela família do músico.
Maestro, compositor, fundador e tecladista de uma das bandas de maior sucesso da história do pop rock do Brasil, Schiavon estava internado em um hospital em Osasco, na Grande São Paulo.
Segundo nota divulgada pela esposa de Schiavon, ele lutava contra uma doença autoimune. Nas últimas semanas, tinha passado por uma cirurgia e sofreu complicações após o procedimento.
Veja nota da família:
“É com pesar que a família comunica o falecimento de Luiz Schiavon. Ele vinha lutando bravamente contra uma doença autoimune há 4 anos, mas, infelizmente, ele teve complicações na última cirurgia de tratamento e não resistiu. Luiz era, na sua figura pública, maestro, compositor, fundador e tecladista do RPM, mas acima de tudo isso, um bom filho, sobrinho, marido, pai e amigo. Portanto, a família decidiu que a cerimônia de despedida será reservada para familiares e amigos próximos e pede, encarecidamente, que os fãs e a imprensa compreendam e respeitem essa decisão. Esperamos que lembrem-se dele com a maestria e a energia da sua música, um legado que ele nos deixou de presente e que continuará vivo em nossos corações. Despeçam-se, ouvindo seus acordes, fazendo homenagens nas redes sociais, revistas e jornais, ou simplesmente lembrando dele com carinho, o mesmo carinho que ele sempre teve com todos aqueles que conviveram com ele”, diz o comunicado.
RPM
A banda foi formada em 1983, em São Paulo, e viveu o auge da popularidade naquela década. Pianista clássico, Schiavon formou três anos antes a banda de jazz Aura, com Paulo Ricardo (vocalista), Paulinho Valenza (baterista) e Edu Coelho (guitarrista). Após uma temporada de Paulo na Europa, os músicos retomaram o trabalho em conjunto e criaram a RPM, que lançou o primeiro disco em 1985. Entre os maiores sucessos do grupo estão “Olhar 43”, “Rádio Pirata”, “Revoluções por Minuto”, “Alvorada Voraz”, entre muitas outras.
Além do tecladista, o RPM contava, em sua formação da época, com Paulo Ricardo (baixo e vocais), Fernando Deluqui (guitarras) e Paulo Pagni (bateria), morto em 2019.
Entre idas e vindas com o RPM, Schiavon também foi diretor da banda do Domingão do Faustão (Globo) entre 2004 e 2010. A última música lançada pela banda foi “Sem Parar”, em março deste ano.
Fãs e artistas lamentam a morte do músico.
*Com Informações do UOL, CNN Brasil e G1
