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Sabesp não informa calendário para instalar coletores-tronco de esgotos; Prefeitura limita-se a recolher lixo de córrego

Respondendo a questionamentos enviados a respeito de matéria postada pelo Click Guarulhos, a Assessoria de Imprensa da Sabesp, empresa pública estadual responsável pelo fornecimento de água tratada e pela coleta e tratamento de esgotos em Guarulhos, informou:

“A Sabesp informa que uma equipe técnica realizou vistoria e constatou que o sistema de esgotamento da região está operando normalmente, e ressalta que a limpeza do local não é de competência da Companhia.

A Sabesp reforça que está em desenvolvimento um projeto para implantação de rede coletora, cujo objetivo é o transporte do esgoto até a Estação de Tratamento Parque Novo Mundo.”

Resposta da Prefeitura

Questionada sobre o mesmo problema, a Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Guarulhos respondeu:

A Secretaria de Administrações Regionais (SAR) informa que realizou há 15 dias a roçagem da área verde que fica ao redor da creche e do conjunto habitacional. Ainda esta semana, a margem do córrego será roçada e o lixo removido.

Réplica da Redação

Portanto, a Sabesp entende que o fato de ter rede de esgotos na região operando normalmente seja suficiente, não informando nada quanto às residências cujos esgotos são despejados diretamente em córregos e não na rede de esgotos da Cia., o que provoca o mau cheiro nas imediações de escolas e de creches, como o caso da Vila Flórida, denunciado na matéria.

Quanto aos esgotos que a própria Sabesp coleta e que são despejados nos cursos naturais de águas, como rios e córregos, e que só passarão a serem tratados quando forem construídos os coletores-tronco que os levem às estações de tratamento, a Cia. limita-se a informar que há planejamento para essa construção, mas não informa prazos de execução.

A Prefeitura, por seu turno, limita-se a informar que efetuaria limpeza do lixo que é despejado indevidamente pela população ribeirinha, mas nada cita sobre impedir que esgotos continuem sendo despejados nos córregos, ou, ao menos, sobre fazer uma campanha de educação ambiental para conscientizar as famílias quanto à responsabilidade coletiva pela saúde pública.

Enfim, a julgar pelas respostas enviadas por ambas as assessorias, uma estadual e outra municipal, as crianças da creche da Vila Flórida e as famílias que residem nas imediações continuarão a conviver com o forte mau cheiro que emana do córrego que atravessa a avenida Tiradentes, na Vila Flórida, e que segue até passar sob a avenida Monteiro Lobato e depois sob a via Dutra, desembocando suas águas fétidas, sem tratamento, no rio Tietê.

Valdir Carleto

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