Mesmo Guarulhos sendo a segunda maior cidade paulista em população e tendo 352.673 trabalhadores registrados em Carteira em junho deste ano, não dispõe mais de uma repartição efetiva do Ministério do Trabalho e Emprego. Antigamente, era a Subdelegacia do Trabalho; depois, a Superintendência Regional do Trabalho (SRT).
Diante disso, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Josinaldo José de Barros (Cabeça), critica:
“O Ministério do Trabalho tem que ser forte em Guarulhos. Afinal, a quem vamos recorrer pra uma mediação, mesa-redonda com o patrão ou mesmo uma fiscalização contra acidente no trabalho?”
Para o dirigente metalúrgico, essa situação só mudará se houver pressão de baixo pra cima.
“Os Sindicatos devem pressionar o governo federal a agilizar a reconstrução do Ministério. Vale lembrar que Bolsonaro fechou o Ministério do Trabalho, em janeiro de 2019, logo no primeiro dia de seu governo”.
Improviso
A Pasta do Trabalho e Emprego em Guarulhos funciona de improviso numa sala cedida pelo INSS, na rua Brasileira, 399, Itapegica.
“A classe trabalhadora não pode mais conviver com essa gambiarra, que atrasa as relações capital-trabalho e deixa os trabalhadores desprotegidos”, critica Cabeça.
Responsável pelo Departamento de Saúde e Segurança do Trabalhador do Sindicato, o diretor Elenildo Queiroz Santos (Nildo), defende a contratação imediata de pessoal, a aquisição de uma estrutura própria, além da retomada dos Conselhos Municipais.
“A SRT é fundamental para garantir a segurança e evitar acidentes trágicos como o do Paraná que causou a morte de nove trabalhadores”, finaliza.
