Reportagem do portal G1, postada na quinta-feira, 5/10, informa a respeito da descoberta de situação análoga à escravidão em uma empresa de Guarulhos.
Situado na rua Maria Paula Mota, atual nome da via conhecida como “rua 100”, no Jardim Presidente Dutra, o galpão estava trancado e dois funcionários trabalhavam em seu interior, respirando fumaça tóxica, manuseando materiais contaminantes e sem usar equipamentos de proteção individual.
Segundo a matéria, policiais da 3ª Delegacia Patrimônio (Investigações sobre Crimes Patrimoniais Contra Órgãos e Serviços Públicos) cumpriam mandado de busca e apreensão em investigação sobre furto de energia elétrica. Para entrar no imóvel, tiveram de arrombar a porta e conter um cão de guarda. Os trabalhadores afirmaram que não tinham chaves do local, cujas condições de higiene eram bastante precárias. Não foi divulgado o nome da empresa nem sua exata localização.
O chefe da Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Conaete), Luciano Aragão, disse à Agência Brasil que a fiscalização, dentro dos parâmetros ideais, faz toda a diferença no resgate das vítimas. Após tomar conhecimento do caso, as autoridades abriram inquérito para apurar os fatos, assegurar a responsabilização pelo crime e a devida reparação às vítimas.
“Às vezes, encontramos vítimas por coincidência e temos que trabalhar, posteriormente, na garantia dos direitos das vítimas”, disse o coordenador.
A Secretaria de Segurança Pública informa que perícia foi acionada e que diligências prosseguem para esclarecer os fatos e localizar o proprietário do imóvel.
