232 palestinos foram mortos em Gaza neste sábado (7) e outros 1.697 ficaram feridos, informou o Ministério da Saúde palestino. Ao menos 200 pessoas morreram em Israel.
As autoridades não deram detalhes sobre onde as mortes ocorreram e se elas incluem militantes do Hamas ou civis em Gaza.
Os ataques continuam acontecendo em 22 localidades no Sul do país. Às 14h15 (horário de Brasília), ainda havia situações em que os invasores faziam reféns, segundo o jornal The Times of Israel.
O Hamas, que governa a Faixa de Gaza e é classificado como organização terrorista pelos EUA, União Europeia e Israel, lançou uma ofensiva sem precedentes hoje cedo.
Foram disparados, segundo o próprio grupo, mais de 7.000 mísseis em direção ao território israelense, numa operação que o Hamas chamou de Dilúvio de Al-Aqsa.
Paralelamente, milicianos do Hamas invadiram o país por terra, ar e mar. Foram vistos parapentes cruzando a fronteira de Gaza com Israel. Uma incursão desse tipo nunca havia acontecido.
Dezenas de cidadãos israelenses foram sequestrados e levados para Gaza. Combatentes do Hamas fazem massacres e mantêm reféns.
Dois brasileiros estão desaparecidos em Israel, confirma Itamaraty
Em entrevista à CNN, o cônsul-geral de Israel em São Paulo, Rafael Erdreich, confirmou ainda que um brasileiro está ferido após os ataques. O brasileiro ferido está em um hospital. Não há informação sobre seu estado de saúde.
Itamaraty monitora cerca de 90 brasileiros que vivem em área de conflito
Segundo a pasta, a grande maioria dos cidadãos do Brasil vive fora da área afetada pelos ataques deste sábado
O governo federal afirmou que o Escritório de Representação em Ramalá e a Embaixada em Tel Aviv oferecem telefones de plantão para ajudar os residentes da área.
Veja os contatos
- Embaixada em Tel Aviv: +972 (54) 803 5858
- Escritório de Representação em Ramala: +972 (59) 205 5510
Os residentes da área ainda podem fazer contato com o plantão consular geral do Itamaraty por meio do telefone +55 (61) 98260-0610.
O governo estima que 20 mil brasileiros vivam na região, porém a maioria das comunidades está situada em locais distantes dos conflitos.
Brasil convoca reunião do Conselho de Segurança sobre Israel para este domingo
Na Presidência do órgão, Brasil marca reunião de emergência sobre ataques em Gaza neste domingo e espera divergências entre China e EUA, dizem fontes do governo
50 anos depois, ataques fazem mundo recordar Guerra do Yom Kippur
Evento mais traumático da história israelense volta à memória com invasão do Hamas meio século após os ataques em 1973 da coalização árabe.
Há exatos 50 anos, no dia 6 de outubro de 1973, durante o feriado judaico do Yom Kippur (Dia do Perdão), o mais sagrado do calendário judeu, uma coalizão de países árabes, liderados por Egito e Síria, atacou forças israelenses na região do Deserto do Sinai e nas Colinas de Golã, territórios anexados à força por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967.
O conflito de 1973 aconteceu por conta da Crise do Petróleo, que ultrapassou a região e causou estragos no mundo, inclusive no Brasil. O ataque liderado pelo Hamas neste sábado é o maior contra Israel desde então.
*Com Informações da Agência Brasil, Agências de Notícias Internacionais, CNN Brasil, Exame, R7 e UOL
