O Brasil encerrou os Jogos Parapan-Americanos de Santiago com o melhor desempenho da história na competição e, mais uma vez, líder do quadro de medalhas. O país somou inéditas 343 medalhas no Chile, sendo 156 ouros, 98 pratas e 89 bronzes.
O resultado superou tanto os recordes de ouros quanto o de pódios, que pertenciam à edição de Lima 2019, com 380 no total.
Os Estados Unidos ficaram em segundo colocado no quadro de medalhas, com 166 medalhas (55 ouros, 58 pratas e 53 bronzes). Colômbia, México e Argentina completaram os cinco primeiros. O Brasil terminou, pela quinta vez consecutiva, na liderança.
O presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Mizael Conrado, festejou a campanha histórica em Santiago e lembrou que 40% dos atletas da delegação brasileira no Chile disputaram os Jogos Parapan-Americanos pela primeira vez.
Maior delegação da história
O Brasil levou a Santiago a sua maior delegação de todas as edições dos Jogos Parapan-Americanos. Foram 324 atletas (190 homens e 134 mulheres, de 23 estados e do Distrito Federal) com a maior conquista dos últimos tempos: liderança absoluta no quadro de medalhas pela quinta vez consecutiva, com recorde de medalhas de ouro e no quadro geral de medalhas.
1.500 medalhas
Em Santiago, o Brasil escreveu inúmeros capítulos na história dos Jogos Parapan-Americanos. Entre eles, está a conquista da 1.500ª medalha brasileira em todas as edições da competição. O feito coube à nadadora paraense Lucilene Sousa, que ficou com a medalha de bronze nos 50m livre da classe S12 (baixa visão). Ela conquistou o terceiro lugar no pódio e registrou um tempo de 28s62. O ouro ficou com a pernambucana Carol Santiago, com tempo de 27s18, e a prata foi para a norte-americana Grace Nuhfer, com tempo de 27s90.
“Fiquei muito feliz, apesar de que eu esperava mais, mas eu saio contente e realizada com a minha medalha individual e agora é treinar mais”, disse Lucilene Sousa, 24, que nasceu com atrofia no nervo ótico, o que resultou em baixa visão.
Vitória coletiva
Entre as medalhas conquistadas pelo Brasil está o bronze no rúgbi em cadeira de rodas, que também entrou para a história. A Seleção Brasileira da modalidade ganhou, em Santiago, a sua primeira medalha em Parapans ao vencer a Colômbia, por 57 a 52. A conquista inédita em esportes coletivos veio depois de derrotas em disputas de bronze nos Jogos de Toronto, em 2015, e Lima, em 2019.
Além da medalha, o Brasil ganhou a chance de disputar o qualificatório da Nova Zelândia, no ano que vem, em busca da vaga para os Jogos Paralímpicos de Paris.
*Com informações da Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro, do ge e da Agência Gov
