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916 bebês nasceram sem registro paterno em Guarulhos em 2023

Foto: Arquivo/Agência Brasil

Em 2023, dos 2,5 milhões nascidos no Brasil, 172,2 mil deles têm pais ausentes — quantidade 5% maior do que o registrado em 2022, de 162,8 mil. Os dados são da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) obtidos por meio do Portal da Transparência do Registro Civil.

Levantamento da Arpen/SP aponta que, em Guarulhos, 916 bebês nasceram sem o registro paterno em 2023, o que representa 5,83% de todos os 15.697 nascimentos que aconteceram na cidade.

O número diz respeito aos registros de nascimento feitos somente em nome da mãe, que pode indicar o nome do suposto pai ao Cartório para dar início ao processo de reconhecimento judicial de paternidade. O reconhecimento também pode ser feito diretamente no Cartório, caso seja voluntário.

A maior proporção de pais ausentes foi registrada no Norte do país: 10% do total, ou 29.323 deles, seguida do Nordeste, com 8% de pais ausentes do total de nascimentos, ou 52.352.

Já o Sudeste teve a maior quantidade em números absolutos, 57.602, o que corresponde a 6% do total de nascidos, mesma porcentagem do Centro-Oeste. O Sul teve a menor proporção, com 5%.

Na via oposta, 35,3 mil crianças tiveram a paternidade reconhecida em 2023, um aumento de 8% em relação aos reconhecimentos de 2022, que foram de 32,6 mil.

Reconhecimento de paternidade

O reconhecimento de paternidade é um ato que pode ser realizado em qualquer momento da vida. O procedimento pode ser feito em Cartório de Notas, por meio de escritura pública ou testamento.

Para a realização é necessário que o ato seja consentido pela mãe, apresentando a certidão de nascimento se o filho for menor, e como determina o artigo 1.614 do Código Civil, se o filho for maior, o reconhecimento deve ser consentido pelo próprio.

Não existe idade mínima ou máxima para que o reconhecimento de paternidade voluntário seja realizado. Veja a diferença entre a realização por meio de escritura pública e testamento:

– Para realizar o reconhecimento por escritura pública é necessário que o pai, que deve ser maior de 16 anos, compareça ao Cartório de Notas com os documentos pessoais originais, tendo o consentimento da mãe ou do próprio filho se for maior.

– O reconhecimento por testamento terá efeito somente após a morte do testador. Mesmo se reconhecido por testamento, o filho maior também tem o direito de negar o reconhecimento.

Ambas as maneiras exigem que seja realizada a averbação da certidão de nascimento no Cartório de Registro Civil onde o filho foi registrado, e as duas maneiras são irrevogáveis.

Mutirões “Encontre o Seu Pai Aqui”

O Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc) em parceria com o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) anuncia sua agenda de mutirões de reconhecimento de paternidade do programa “Encontre o Seu Pai Aqui” para o ano de 2024. Estes eventos cruciais ocorrerão mensalmente, buscando promover a justiça e fortalecer os laços familiares, sempre das 7h às 14h.

Os mutirões, programados para acontecerem uma vez a cada mês ao longo do ano, visam oferecer um ambiente acessível e acolhedor para famílias em busca do reconhecimento de paternidade. Este esforço contínuo do Imesc reflete o compromisso em lidar com questões legais de forma eficaz e compassiva.

O Imesc reafirma seu comprometimento em promover uma sociedade mais justa e equitativa, reconhecendo a importância fundamental do vínculo paterno na formação e no desenvolvimento das crianças.

Acompanhe as datas específicas dos mutirões, e também fiquem atentos aos canais de comunicação disponíveis no site oficial www.imesc.sp.gov.br e nas redes sociais (Facebook e Instagram).

Para dar entrada ao processo de identificação de paternidade é necessário seguir alguns requisitos:

E se o suposto pai for falecido?

Desde o lançamento do programa “Encontre Seu Pai Aqui”, em novembro de 2016, quase 17 mil (16.923) solicitações já foram registradas.

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