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Gustavo Prestes “posta” poemas livres pela cidade

O poeta Gustavo Prestes lançou em janeiro seu primeiro livro, “Lua cheia”, e marcou presença constante na Bienal do Livro, conversando com populares e com outros autores, trocando ideias e informações sobre os mais diversos assuntos, incluindo política, tema que ele aprecia e acompanha.

Na foto, ele cumprimenta o cordelista Bráulio Bessa, que palestrou na Bienal.

A poesia de prestes é marcada pela musicalidade e pela sonoridade e tem vários rostos: um rosto lírico, mas ao mesmo tempo satírico.

Ele começou a escrever em 2022, ano em que, inspirado por poetas contemporâneos, produziu seus primeiros textos. Como ele mesmo afirma, sua poesia também dialoga com a literatura marginal, da qual ele cita autores como Sérgio Vaz, Ferréz e Ni Brisant.

Gustavo vem difundindo seus escritos de uma forma inusitada: está literalmente “postando” seus poemas; colando-os em postes pela região de Bonsucesso. Alguns dos “lambes”, como ele chama, foram arrancados, mas ele não desiste: “Seguirei espalhando poesias pela cidade, e colocando a literatura nas ruas”, afirma.

O “Poema livre”, carro-chefe do livro e que aqui reproduzimos, é um metapoema, que exalta o verso livre e as conquistas do Modernismo.

Poema livre

escrevo sem
métrica
por que sou um poeta livre
livre da métrica
mas jamais do ritmo
e da musicalidade salvadora

faço versos
como quem ri
mas choro a cada verso
que porventura escrevo
nesse mar em que me encontro

faça versos com o coração
e não com a razão.

Dados sobre o livro

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