Os números da dengue são alarmantes em todo o Brasil. Mais casos e novas mortes todos os dias. Em Guarulhos, a situação também é grave e depende do esforço e colaboração de toda a população.
É preciso começar em cada casa, em cada quintal, verificando se não há situações que sirvam de criadouro para o mosquito Aedes aegypit. Mas há também a possibilidade de focos do mosquito nas ruas. A coleta de lixo domiciliar é feita em toda a cidade, rua por rua, três vezes por semana. A coleta seletiva também atende todos os bairros de Guarulhos, um ou dois dias por semana. Há, ainda, os Ecopontos, locais onde para onde as famílias podem destinar entulho e outros materiais que não devem ser misturados com lixo nem com os recicláveis.
Mesmo havendo todas as condições para dar o destino correto a cada tipo de resíduo, muita gente continua com o péssimo hábito de descartar lixo e todo tipo de material nas ruas e praças da cidade. A região do Conjunto Residencial Inocoop, entre o Jardim Presidente Dutra e o Bonsucesso, é um local onde essa triste cena se repete. A poucos metros da Unidade Básica de Saúde, a calçada transformou-se em depósito de lixo e recicláveis. Há também duas escolas vizinhas. Logo após os resíduos serem recolhidos, outros são ali despejados, colocando em risco a saúde de todos e contribuindo para o entupimento de bueiros e a poluição dos córregos, rios e o mar.
ENXUGANDO GELO
Ao mesmo tempo em que parte da população não colabora, mantendo esse tipo de atitude reprovável, o poder público também não faz nada além de recolher o que o povo joga nas ruas. Além de faltar campanhas de conscientização, não há um trabalho efetivo para flagrar quem age assim, nem para aplicar alguma punição aos infratores. Com o uso de câmeras, por exemplo, a Prefeitura poderia identificar quem joga lixo nesses pontos viciados. Se no trânsito as câmeras servem para multar motoristas que comentem infrações, por que não utilizá-las para coibir o mau uso dos espaços públicos? Enquanto continuarem agindo sempre igual, os resultados serão os mesmos. Está na hora de parar de enxugar gelo.
Valdir Carleto
