Movimento encabeçado pelo casal Hernandes, da Igreja Renascer, em 1993, a Marcha para Jesus conquistou públicos diversos ao longo de suas edições. Realizada no feriado do Corpus Christi, 30/5, teve público calculado em dois milhões de pessoas, percorrendo a pé da estação Tiradentes, na região central, à praça Campo de Bagatelle, nas imediações do Campo de Marte, em Santana.
Tanto as orações proferidas por pastores ao longo da caminhada quanto discursos de autoridades presentes, como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito da Capital, Ricardo Nunes (MDB); e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), contiveram referências à tragédia ocorrida no Rio Grande do Sul, clamando por bênçãos ao povo gaúcho. Tarcísio utilizou passagem bíblica em sua fala. O presidente Lula enviou mensagem escrita e fez-se representar pelo advogado geral da União, Jorge Messias, que é batista. O ex-presidente Jair Bolsonaro estava em Campinas, em evento para arrecadar donativos para o Sul, e não compareceu.
A bispa Sônia Hernandes citou problemas psicológicos que muitas pessoas têm enfrentando na vida moderna, como a síndrome de Bournout e a depressão, e rogou aos céus para que as famílias dos participantes nunca tenham essas doenças em suas casas.
A situação do Rio Grande do Sul também foi tema explorado por vendedores ambulantes, que exibiam bandeiras daquele estado e camisetas alusivas às tradições gaúchas. Muitos deles vieram do Sul para procurar algum ganho no evento, como forma de driblar as dificuldades que estão tendo de superar por lá.
