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Balão arrasta moto para fiação elétrica e deixa milhares sem luz na Zona Leste

Na madrugada desta segunda-feira, 22/7, um balão de grande porte provou inúmeros estragos na Zona Leste de São Paulo. Até pegar fogo, deixou um rastro de destruição por vários quilômetros, desde a região de Itaquera até o Aricanduva. Calcula-se que cerca de 400 mil pessoas tenham ficado sem energia elétrica em decorrência do crime ambiental cometido por pessoas inescrupulosas. A tocha caiu no quintal de uma creche, prejudicando também as famílias das crianças. Arames da estrutura do balão ficaram presos em vários imóveis e nos postes.

Prejuízo grave também teve a família de Kauê Ribeiro Ramos, de 20 anos. A moto dele, que estava na garagem do condomínio, foi arrastada até a fiação de um poste na avenida Pires do Rio. O carro da mãe dele foi tombado pelo balão e acabou afetando o automóvel de uma vizinha. O jovem comprou a moto há dois meses, não chegou a fazer seguro e a usa para trabalhar como motoboy.

A Polícia Civil investiga a autoria do delito. Se chegar aos autores, eles devem ser condenados a arcar com os prejuízos. Balões desse porte costumam ser construídos por grupos organizados, que agem na clandestinidade, porque soltar balões é crime.

Assista ao vídeo do jornal O Povo e avalie o quanto isto é absurdo:

Crimes tolerados

Outro crime que vem sendo cometido diariamente e grande parte da população aceita passivamente é empinar pipas com linhas cortantes. A cada pouco se toma conhecimento de alguém que tenha sido ferido ou até morto, em decorrência de acidentes com essas linhas, que afetam principalmente motociclistas.

Quem empina pipa utilizando linha com cerol ou a chamada linha chilena minimiza os males que pode causar, atribuindo que é apenas um lazer. No entanto, assim como um balão que causa tantos estragos, linhas cortantes também ocasionam prejuízos, ao danificar veículos, por exemplo, e o que é mais grave, mutilando pessoas e até matando, quando a linha atinge uma veia no pescoço, como tem acontecido com frequência.

Além de maior vigilância e medidas punitivas pelas autoridades, tanto soltar balões quanto pipas são práticas que precisam ser combatidas pela opinião pública. Afinal, só é algo considerado normal até que acontece com alguém próximo de nós.

Valdir Carleto

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