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“Perguntar não ofende” deste sábado vai para eleitores que venderam o voto

Perguntar não ofende

O povo gosta muito de falar mal dos políticos, e em grande parte das vezes, tem toda a razão. Mas, se eles estão no poder é porque o povo os colocou lá. Não é de hoje que se sabe que muitos se elegem comprando votos. Pode não ser exatamente pagar um valor em dinheiro pelo voto, mas há formas indiretas de fazer isso. Uma delas é a boca de urna disfarçada. Sabe-se que abordar eleitores no dia da eleição é proibido. Mesmo assim, candidatos a vereador contratam, por exemplo, 3 mil pessoas para “trabalhar” nas proximidades das seções eleitorais dos redutos onde são mais conhecidos. Geralmente, essas pessoas acabam votando nesses candidatos e arrumando mais algum voto para eles, entre familiares e amigos. Assim, podem eleger quem não teria méritos para ser eleito.

Outras formas indiretas de compra de votos é fazer com que o eleitor se sinta agradecido por um favor, uma gentileza, um presente. Prometer empregos, fornecer cestas básicas, ajudar na despesa de um enterro, fornecer transporte para uma turma da escola ou para um time de futebol, etc. Aí o eleitor vota nesse candidato e depois vê que o eleito só agiu em defesa dos próprios interesses e em busca de se perpetuar no poder.

Como estamos diante de uma nova eleição, na qual há quase 20 candidatos para cada vaga na Câmara Municipal, cabe perguntar aos eleitores que, de forma direta ou indireta, “venderam” o voto em 2020: “Valeu a pena abrir mão de seu direito legítimo de escolher livremente para vender seu voto? Tem coragem de fazer isso de novo?”

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