No dia 22 de setembro, domingo, às 16h, o Grupo Caleidoscópio chega ao Teatro Padre Bento, em Guarulhos, com o espetáculo O Pescador e a Mulher-Esqueleto, com dramaturgia e direção artística de João Bresser. O Grupo passou durante o mês de agosto e setembro por diversas cidades da Região Metropolitana de SP e Alto Tietê. Guarulhos é a cidade que encerra a turnê.
A apresentação é gratuita e tem debate após a peça, que explora a linguagem do teatro de bonecos a partir da técnica japonesa milenar Bunraku, quando até três atores-manipuladores, com movimentos sincronizados, manuseiam bonecos construídos com articulações baseadas no corpo humano.
O Pescador trata de temas como bullying, preconceito e padrões de beleza, e é baseado no conto milenar homônimo do povo Inuit, uma nação indígena esquimó que habita as regiões árticas do Canadá, do Alasca e da Groenlândia. Na trama, um pescador pesca acidentalmente do fundo do mar uma mulher-esqueleto e, após terem dificuldade para se aceitar, a dupla acaba enredada em uma história de amor.
Antes, das 13h30 às 15h30, o público é convidado a participar da Oficina de Teatro de Bonecos Bunkaru. O Grupo passou por 10 municípios paulistas em agosto e agora retoma a temporada em setembro, começando por Ferraz de Vasconcelos. Depois, passa por Santana de Parnaíba, Itapecerica da Serra e Guarulhos.
TEATRO PADRE BENTO
- Data: 22 de setembro, domingo, às 16h
- Endereço: Rua Francisco Foot, 3 – Jardim Tranquilidade – Guarulhos
- Ingresso: gratuito – retirada de ingressos na bilheteria com uma hora de antecedência
- *Haverá bate-papo após o espetáculo
- *Oficina de Teatro de Bonecos Bunkaru das 13h30 às 15h30
Oficinas
A experiência fica ainda mais completa com as oficinas de Teatro de Bonecos Bunraku que acontecem sempre nos dias das sessões, em cada uma das cidades. Nos dias de semana, as atividades vão das 9h às 11h e, aos sábados e domingos, das 13h30 às 15h30.
A única exceção é em Diadema: a oficina ocorre no dia 15 de agosto, das 19h às 21h. As inscrições são abertas para todos os públicos e devem ser feitas direto nos espaços culturais.
Além disso, após as apresentações, o Grupo Caleidoscópio realiza bate-papos com elenco e direção do espetáculo.
Sobre a encenação
O Pescador e a Mulher-Esqueleto é baseado no conto milenar homônimo do povo Inuit, uma nação indígena esquimó que habita as regiões árticas do Canadá, do Alasca e da Groenlândia. A história está presente no livro Mulheres que correm com os lobos: Mitos e histórias do arquétipo da Mulher Selvagem, da psicóloga Junguiana norte-americana Clarissa Pinkola Estés.
Na trama, um pescador pesca acidentalmente do fundo do mar uma mulher-esqueleto e, após terem dificuldade para se aceitar, a dupla acaba enredada em uma história de amor.
“No conto original, a mulher-esqueleto adquire carne e, em uma metáfora, arranca o coração do pescador, mas não era esse o ponto que me interessava. Eu tive a intuição de mantê-la como esqueleto, para justamente unir dois seres completamente diferentes e fomentar uma discussão sobre preconceito, bullying e aceitação. Assim, o amor, que é o pilar da peça, transformará os dois personagens, mas somente em seus corações, e não em suas aparências”, comenta João Bresser.
Foto de Arô Ribeiro
O cenário fica em cima de uma bancada de três metros de comprimento e reproduz uma casa com todos os móveis e utensílios de um pescador simples. Os espectadores veem uma cozinha com um forno à lenha, pia, mesa de madeira com duas cadeiras e alguns objetos. No quarto, há uma cama antiga de madeira, com um travesseiro e uma coberta.
Ao lado da residência fica um quintal com plantas, uma árvore e um lago.
A vibrante trilha sonora de Ivan Garro contribui para a imersão da plateia. A peça também incorpora a linguagem audiovisual para garantir que o público acompanhe a história nos mínimos detalhes.
Todas as cenas no interior da casa são projetadas no varal localizado no quintal do pescador. Já as cenas no lago e no quintal são vistas sem a necessidade desse recurso.
Dessa forma, os dramas dos personagens ganham mais profundidade.
“Nós criamos uma sincronia tão perfeita entre os atores-manipuladores, as luzes e as cenas gravadas que o público sempre fica em dúvida se as projeções são ao vivo. Acho isso bastante enriquecedor”, fala Bresser.
Confeccionados por Anderson Gangla e Thais Larizzatti, os dois bonecos em cena medem entre 50 e 60 centímetros e, para o Grupo Caleidoscópio, é um grande desafio dar movimentos realistas a eles.
“Precisamos pensar muito bem em como o nosso corpo se comporta quando fazemos ações simples, como o levantar de uma cama. Ao utilizarmos a técnica Bunrako, temos que tornar os movimentos verossímeis, como se fosse mesmo um ser humano. Inclusive, os atores-manipuladores vestem-se de preto para não terem nenhum destaque no espetáculo”, comenta o encenador.
Sobre o Grupo Caleidoscópio
O grupo paulistano dedica-se à pesquisa do Teatro de Animação desde 2003, quando começou o processo de sua primeira criação. O espetáculo O Fantástico Laboratório do Professor Percival estreou em 2004 e utiliza a técnica do Teatro de Objetos. Num segundo momento, inicia-se uma nova pesquisa, tendo como inspiração e ponto de partida a vida do curioso bicho-da-seda. Utilizando a técnica do Teatro de Bonecos com música ao vivo, nasce em 2006, o espetáculo A vida mudada de um bicho mutante.
Já em 2011, estreia o terceiro espetáculo, Andersen sem Palavras, inspirado em cinco contos de Hans Christian Andersen, que são representados através do Teatro de Sombras, sem palavras, tal um cinema mudo, onde imagens, figuras, silhuetas, luzes, sombras e músicas se unem para entreter e emocionar a plateia. A mais recente produção do Grupo é o espetáculo adulto Do Jeito Certo – Um ato sobre o amor, que aborda de uma maneira irreverente o machismo nas relações amorosas, utilizando a técnica do Teatro de Objetos. A montagem foi selecionada no Edital ProAC Expresso Lab 36/2020 – Produção de Teatro, com temporada online em abril de 2021.
FICHA TÉCNICA
- Dramaturgia e Direção Artística: João Bresser
- Elenco: Anderson Gangla, Cássia Carvalho, Juliana Fegoci, Liz Mantovani
- Cenário e adereços: Valter Valverde e Lourenço Amaral
- Confecção dos bonecos: Anderson Gangla e Thais Larizzatti
- Trilha Sonora: Ivan Garro
- Iluminação: Thatiana Moraes
- Imagens: Capote Filmes
- Assistente de iluminação: Danilo Mora e Marcelo Pessoa
- Operação de som e imagens: Gylez Batista e Paulo Higa
- Fotografia: Arô Ribeiro
- Figurino: Rogério Romualdo
- Assessoria de Imprensa: Canal Aberto
- Programação Visual: Walmick de Holanda
- Projeto audiodescrição: Gangorra
- Oficina de Teatro de Bonecos: Grupo Caleidoscópio
- Produção: Cássia Carvalho e Lucas Gonçalves
- Administração: JB Produções
- Coordenação: Grupo Caleidoscópio
Serviço
O Pescador e a Mulher-Esqueleto
- Duração: 50 minutos
- Classificação: livre (recomendado a partir de 7 anos)
- Acessibilidade: haverá audiodescrição e intérpretes de Libras em todas as apresentações para pessoas cegas ou deficientes visuais, a reserva de equipamento é feita pelo telefone (11) 99737-8785
- Instagram: @opescadoreamulheresqueleto
