Ao menos 99 candidatos a cargos de prefeito ou vereador morreram assassinados durante as campanhas municipais para as eleições municipais de 2024, no país, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Os números são referentes às candidaturas já julgadas pela corte, e ainda podem aumentar, já que cerca de mil candidaturas aguardam julgamento. São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul foram os estados com o maior número de mortes durante a campanha, enquanto o MDB foi o partido mais afetado por esses casos. Dois candidatos que morreram disputavam o cargo de prefeito, seis vice-prefeito e 91 disputavam o cargo de vereador.
Segundo a resolução do TSE, partidos podem substituir candidatos que morreram ou tiverem o registro cancelado mesmo após o prazo final para apresentação das candidaturas, que neste ano foi em 15 de agosto. O pedido de substituição deve ser feito em até 10 dias, e, em casos de morte, a troca pode ocorrer até 20 dias antes da eleição.
Cármen Lúcia promete investigação sobre atos de violência na campanha eleitoral
A presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministra Cármen Lúcia, disse na terça-feira, 24, que encaminhou ofício à Polícia Federal, ao Ministério Público Federal e aos presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais para que eles deem celeridade, efetividade e prioridade às investigações de casos de violência que têm se repetido na campanha eleitoral. “Política não é violência, é a superação da violência”, disse. A declaração foi dada na abertura da sessão de julgamento.
**Com Informações do portal R7
