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Duas novas pesquisas apontam Elói Pietá e Lucas Sanches no segundo turno

Duas novas pesquisas eleitorais foram divulgadas na noite desta quinta-feira, 3/10, ambas com resultados semelhantes no que diz respeito à ordem de colocação dos dois primeiros candidatos e alternância no terceiro colocado, com diferenças nos percentuais de intenção de voto alcançados.

A pesquisa do Instituto AtlasIntel (CNPJ 19.259.002/0001-28), registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SP-06709/2024, ouviu 830 pessoas entre 27/9 e 2/10. Consta ter custado R$ 35 mil e ter sido bancada por recursos próprios.

No levantamento estimulado, o ex-prefeito Elói Pietá (Solidariedade 77) obteve 26,4% das intenções de voto; o vereador Lucas Sanches (PL 22) alcançou 25,9%; o deputado estadual Jorge Wilson Xerife (Republicanos 10) teve 19,6%; o deputado federal Alencar Santana (PT 13), teve 14,1%; o deputado estadual Márcio Nakashima (PDT 12) teve 6,9%; Waldomiro Ramos (PSB 40) teve 0,5%. Os que pretendem anular ou deixar em branco somaram 5,1%; não sabem ou não responderam foram 1,4%.

IPEC

Já a pesquisa do instituto IPEC (CNPJ 40.735.589/0001-90) foi registrada sob no. SP-07506/2024, ouviu 800 pessoas, de 27/9 a 3/10. Foi encomendada por Libens Empreendimentos Imobiliários, empresa sediada em Cotia e consta ter custado R$ 69.840.

No levantamento estimulado, o ex-prefeito Elói Pietá (Solidariedade 77) obteve 34% das intenções de voto; o vereador Lucas Sanches (PL 22) alcançou 23%; o deputado federal Alencar Santana (PT 13), teve 11%; o deputado estadual Jorge Wilson Xerife (Republicanos 10) teve 10%; o deputado estadual Márcio Nakashima (PDT 12) teve 4%; Waldomiro Ramos (PSB 40) teve 1%. Os que pretendem anular ou deixar em branco somaram 11%; não sabem ou não responderam foram 6%.

SEGUNDO TURNO

O AtlasIntel pesquisou também as intenções de voto para o muito provável segundo turno, estabelecendo 5 imaginários cenários:

Entre Elói Pietá e Lucas Sanches, cada um deles obteria 40%; brancos e nulos somam 16% e 4% não sabem. Elói Pietá teria 40% e Alencar Santana, 15%; brancos e nulos, 41%; 4% não sabem. Elói Pietá teria 39% e Jorge Wilson Xerife teria 32%; brancos e nulos somam 25% e 4% não sabem. Lucas Sanches venceria Alencar Santana por 48% a 28%, com 20% de votos brancos e nulos e 4% não sabem. Na hipótese de segundo turno entre Lucas Sanches e Jorge Wilson Xerife, o vereador venceria por 38% a 23%, ante 32% de votos brancos e nulos e 7% que não sabem apontar em quem votariam.

EM QUAL PESQUISA CONFIAR?

Matéria postada pelo Click Guarulhos nesta quinta-feira apontou resultados conflitantes entre pesquisas de institutos que têm o mesmo nome. Reproduzimos aqui comentários adicionados à postagem:

Diante dessa confusão de números e de nomes, cabe ao eleitor agir de acordo com sua própria consciência e com seu conhecimento a respeito dos candidatos, não se deixando levar pelo resultado das pesquisas.

Afinal, ainda que as divergências entre os resultados sejam causadas apenas por diferenças de métodos de trabalho e não por interesses político-eleitorais, o eleitor não deve ser influenciado pelas pesquisas. Deve escolher em quem votar com base no passado de cada candidato, nas realizações que cada um deles já fez nos respectivos cargos exercidos, na viabilidade concreta das propostas que apresenta e na coerência entre discurso e prática política demonstrados até aqui.

E PARA VEREADOR?

Se para escolher em quem votar para prefeito o eleitor guarulhense já encontra dificuldade, dá para imaginar o quanto é complicado escolher os critérios para votar para vereador.

São mais de 600 candidatos, de dezenas de partidos, a maioria dos quais sem o menor preparo para exercer a função de legisladores e sem coerência alguma com a linha ideológica que os nomes de seus partidos deveriam significar.

Quase todos os atuais vereadores são candidatos à reeleição. Fatalmente alguns deles ficarão de fora, porque há partidos sem representação atual na Câmara Municipal que haverão de eleger ao menos um ou dois vereadores. Assim, no mínimo cinco dos atuais edis que buscam reeleger-se não obterão êxito.

Embora seja proibida a boca de urna e o aliciamento de eleitores, sabe-se à boca pequena que há candidatos contratando milhares de pessoas para atuar no dia da eleição. Evidentemente, isso é uma compra de votos disfarçada, porque quem recebe qualquer benefício para distribuir material no dia se sente constrangido em votar em outra pessoa. É esse procedimento que perpetua no poder políticos que nunca deveriam ter sido eleitos.

Vereadores não fazem obras, não têm poder para apresentar projetos que envolvam despesas para o erário, sem que haja indicação de receita definida para a cobertura desses gastos. Portanto, o eleitor precisa ter discernimento para não votar em quem faz promessas de que fará o que não lhe cabe fazer.

Muitos candidatos apresentam-se como defensores de determinadas causas. O eleitor precisa procurar saber qual é, de fato, o comportamento dessas pessoas em relação a essas causas que dizem defender.

Enfim, o eleitor não pode se deixar levar pelo volume de campanha dos candidatos e jamais votar em quem distribui cestas básicas ou qualquer outro bem. Deve votar com critério, sem se deixar levar por favores ou pelo hábito que muitos têm de querer votar de forma a não perder voto. Outro fator que precisa ser considerado é que um voto pode decidir uma eleição. Em 1988, Guarulhos teve um caso emblemático: o corretor de imóveis Lúcio Nogueira, do Parque Cecap, candidato na época pelo PL, ganhou a eleição por apenas um voto de diferença do médico Peter Pong, da Vila Galvão. No empate, Pong venceria pela idade. Então, o voto de apenas um eleitor garantiu o mandato a Lúcio. Por isso, não se deve deixar o voto em branco, nem anular. Cada cidadão deve exercer com dignidade seu direito de escolher.

Valdir Carleto

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