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Golpes financeiros contra idosos crescem no Brasil; veja o alerta

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Idosos, aposentados, pensionistas e pessoas em situação de vulnerabilidade estão cada vez mais no alvo dos golpistas e precisam estar atentos para não terem grandes prejuízos financeiros. Para se ter ideia, a média de prejuízo das pessoas com mais de 60 anos em golpes envolvendo pix é de R$ 4.200, quatro vezes maior do que entre os jovens de 18 a 24 anos (R$ 1.046). Os dados são de um levantamento da Silverguard, empresa de proteção financeira digital, com dados do Banco Central.

Disque 100

De acordo com o Disque Direitos Humanos (Disque 100), da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, no primeiro semestre de 2024 foram registradas 90.310 denúncias de violência contra pessoas idosas, das quais 24.631 foram categorizadas como violência patrimonial e financeira. É um cenário que precisa de atenção e que deve ser levado à sério tanto pelos idosos em questão quanto pelas instituições financeiras.

Um dos golpes mais utilizados ultimamente é quando os contraventores se fazem passar por atendentes das instituições financeiras, para conseguir acesso a dados privados dos clientes, pagamentos de supostas dívidas, entre outros. A advogada Mariana Filgueiras, sócia na área cível do escritório Marcelo Tostes Advogados, explica que hoje os bancos possuem regras explícitas sobre qual será a forma de contato com o correntista:

“O primeiro ponto a reforçar aqui é que tanto os contratos de prestação de serviço dos bancos quanto as próprias comunicações das instituições já delimitam qual será a forma de contato e o correntista não deve – nunca – passar qualquer tipo de informação por outros meios. Sabemos que estamos falando de uma parcela da população mais vulnerável, e por isso é preciso que seja reforçado que nenhum dado deve ser compartilhado por telefone, a não ser que a própria pessoa ligue para o telefone oficial de atendimento do banco”, comenta.

Os bancos também investem em formas de coibir os golpistas, com sistemas de segurança robustos.

“Hoje em dia os bancos estão se protegendo e utilizando tecnologias de biometria e reconhecimento facial para afastar os riscos de fraude. E é nesse momento que os fraudadores se superam, lançando mão de táticas como, por exemplo, envio de motoboys para entregas não solicitadas de encomendas, presentes, ou até mesmo se passando por entregadores de aplicativos de comida, para cobrar supostas taxas de entrega e, neste momento, copiar o chip do cartão do correntista, bem como tentar tirar fotos para tentar burlar o reconhecimento facial”, explica Mariana.

A especialista alerta que ocorreram no Brasil grandes vazamentos de dados de instituições públicas e privadas, bem como compra de dados, que fizeram com que os fraudadores obtivessem várias informações pessoais das pessoas, como nome completo, CPF, data de nascimento e endereço. Por isso, é importante se manter alerta, mesmo que a pessoa tenha informações que o correntista julga privadas.

Veja algumas dicas:

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