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Morte de 24 cães no DPAN causa polêmica entre a atual e a gestão anterior

Assunto: Inauguração Dpan Departamento de Proteção Animal Local: Antônio Vita, 253 - Cidade Maia Data: 19.12.2018 (Foto: Fabio Nunes Teixeira)

Em virtude das denúncias sobre a morte de 24 animais nos canis do DPAN (Departamento de Proteção Animal), devido à cinomose, a Comissão Municipal de Proteção e Defesa Animal de Guarulhos realizou uma visita surpresa ao local para averiguar a realidade da situação.

Segundo Patrícia Aguiar, que faz parte da Comissão, o grupo foi recebido pelo novo diretor do DPAN, o advogado Leonardo Freire Pereira, e por Alex, chefe do Canil, que explicaram a rotina do local e confirmaram as mortes dos animais. Eles também informaram que alguns animais foram encaminhados ao Hospital Público, mas infelizmente não sobreviveram.

Ouviram que a nova gestão do DPAN está trabalhando para melhorar as condições do local, mas ainda há muito a ser feito. “O atual diretor herdou diversos problemas da gestão anterior, incluindo a falta de insumos, medicamentos, produtos de limpeza e higiene, testes rápidos para cinomose e principalmente as vacinas que protegem e não contaminam os outros animais do local”, relata Patrícia.

Vídeo da visita da Comissão ao DPAN: https://youtube.com/shorts/IOstk9LKUHk?feature=share

“Como Comissão, nos colocamos à disposição para ajudar no que for preciso, trabalhando juntos com o DPAN e a sociedade civil para fazer o melhor pelos animais de nossa cidade. Continuaremos nossa luta pelos animais de nossa cidade, com imparcialidade, justiça, verdade e ética”, concluiu.

Ex-diretora defende sua gestão

Como a polêmica correu solta nas redes sociais, a ex-diretora do Departamento de Proteção Animal, Andréa Viegart, postou comentários defendendo sua gestão e respondendo a questionamentos anteriormente postados. Transcrevemos trechos:

Essa história está distorcida. Em 8 anos de DPAN, os insumos nunca acompanharam as demandas, mas, eu sempre providenciei para ter o suficiente para manter os animais em total segurança. Nunca houve na história do canil um fato assim, com essa gravidade. A prevenção deve ser diária. O tempo de contaminação e os protocolos, as mortes ocorreram nos últimos 15 dias. Os critérios técnicos para recebimento de animais, não foram atendidos. Saí de lá em 31/12. Portanto, a entrada de animal contaminado não foi autorizada por mim. Todo animal resgatado deve passar por um criterioso processo de avaliação, e permanecer em quarentena antes de ser introduzido em ambiente com os animais abrigados.

Quando saí do DPAN, deixei assinados os termos de doação de insumos, onde trimestralmente o DPAN receberia vacinas, quaternário de amônia, medicamentos específicos; inclusive da reforma do caminhão de resgate de animais grandes, fora os processos de compra em andamento. Os termos são parcerias com duas grandes empresas que estão no município, termos de parceria fundamentados no Decreto Municipal que dá autonomia para o DPAN firmar parcerias para o bem-estar animal, decreto com base legal prevista no Código de Proteção Animal, e que a atual administração, mesmo avisada, ainda não efetivou (parcerias sem uso de dinheiro público), que consiste, por parte do Executivo, a dar suporte ao animais que adentrarem nas áreas onde essas empresas estão operando (obrigação essa que já é do Departamento visto que as empresas estão em território municipal). Eu, Dra. Andréa Viegart, especialista em Medicina Veterinária e Medicina Veterinária aplicada a Saúde Pública, me coloco à disposição para esclarecimentos sobre o Departamento de Proteção Animal, o DPAN, criado por mim, minha equipe e pelo prefeito Guti em 2017, e autora do Código Proteção Animal vigente no Município.”

Espaço aberto

Caso a nova gestão do DPAN queira manifestar-se oficialmente, editaremos a matéria e faremos nova postagem.

*foto: Fábio Nunes Teixeira/PMG, ref. inauguração do DPAN, em 2019

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