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Morre Nana Caymmi, uma das vozes mais emblemáticas da MPB, aos 84 anos

Foto: Lívio Campos/ Divulgação

Nana Caymmi, uma das maiores cantoras do Brasil, morreu nesta quinta-feira (1º), aos 84 anos, no Rio de Janeiro. A artista estava internada desde agosto do ano passado, na Casa de Saúde São José, no Humaitá, na Zona Sul, onde deu entrada para tratar uma arritmia cardíaca.

“O Brasil pede uma grande cantora, uma das maiores intérpretes que o Brasil já viu, de sentimento, de tudo. Estamos todos realmente muito tristes, mas ela passou nove meses de sofrimento intenso dentro de hospital”, disse Danilo Caymmi em comunicado.

Nascida Dinahir Tostes Caymmi em 29 de abril de 1941 – fez aniversário há dois dias –, a carioca cresceu em uma família de músicos. Filha do compositor, cantor e violinista Dorival Caymmi e da cantora Stella Maris, irmã de Dori e Danilo Caymmi, Nana iniciou a carreira aos 19 anos, quando gravou a faixa “Acalanto”, canção de ninar feita pelo pai para ela quando ainda era criança.

Os versos se tornaram conhecidos por quase todas as crianças do Brasil: “Boi, boi, boi / boi da cara preta / pega essa menina que tem medo de careta”.

— Meu pai estava em São Paulo para gravar um LP e minha mãe ia gravar “Acalanto”, mas na hora ela tremeu, ficou com medo — contou Nana, na entrevista de 1973.

Foram mais de 40 discos ao longo de cinco décadas dedicadas à música.

Nana Caymmi, na carreira, conquistou a fase nacional do I Festival Internacional da Canção no Maracanãzinho do Rio, nos anos 1960. Posteriormente, fez sucesso ao lado de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Toquinho e Maria Bethânia e se consagrou como um dos grandes nomes da MPB.

Nana emprestou sua voz e interpretação comovente para diversas trilhas sonoras, como “Babilônia” (2015), “Sangue Bom” (2013), “Gabriela” (2012), “Insensato Coração” (2011), “Caminho das Índias” (2009), “Hilda Furação” (1998), “Quem Ama Não Mata” (1982), “Tereza Batista” (1992), “Tenda dos Milagres” (1985), “Terras do Sem Fim” (1982), entre outras.

Vida pessoal

Nana foi casada quatro vezes. Seu primeiro marido foi médico venezuelano Gilberto José Aponte Paoli com quem ficou dois anos. Antes de pedir o divórcio, a cantora chegou a se mudar para Caracas, onde nasceram suas duas filhas: Stella e Denise. Paoli também é pai de João Gilberto, que nasceu no Brasil.

Ela também dividiu o mesmo teto com o cantor Gilberto Gil no final da década de 60.  Nana teve um casamento de dois anos com João Donato. O último casamento assumido por Nana foi com o cantor Claudio Nucci com quem viveu por cerca de cinco anos e se separou em 1984.

Famosos lamentam a morte de Nana

Nas redes sociais, artistas, colegas e admiradores prestaram homenagens à artista, considerada um dos grandes nomes da MPB.

“Fez aniversário e partiu nossos corações! Muito obrigado Nana por toda a sua trajetória neste mundo. Maravilhosa e divertida”, lamentou o cantor e ator Leo Jaime. “Não…Te amo muito pra sempre, Nana”, escreveu Emanuelle Araújo. “Uma das maiores vozes da música brasileira se calou hoje”, compartilhou Tuca Andrada em seu perfil.

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