Com a chegada do outono e a aproximação do inverno, aumentam os casos de rinite, sinusite, faringite, além de gripes e resfriados. A docente Tereza Andrade, do curso de Aromaterapia do Senac Guarulhos Faccini, destaca que a utilização dos óleos essenciais tem se consolidado como uma terapia complementar para aliviar os sintomas respiratórios típicos da estação.
Reconhecida pelo Ministério da Saúde e disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), a aromaterapia utiliza óleos essenciais extraídos das plantas com propriedades anti-inflamatórias, antivirais, antissépticas e imunoestimulantes. Estes compostos naturais podem atuar tanto na prevenção quanto no alívio dos sintomas respiratórios das vias áreas superiores.
A especialista explica como essa prática pode ser aplicada de forma segura e complementar aos cuidados tradicionais em saúde.
“Eles podem ser aplicados de por via olfativa e/ou cutânea, neste último caso deve ser sempre diluído em óleos vegetais, para garantir segurança e eficácia na aplicação”, orienta Tereza.
Como utilizar os óleos essenciais:
De acordo com a docente, nestes casos o método olfativo é o mais indicado para incorporar os óleos essenciais no dia a dia, sendo usados por meio de:
- Difusores ambientais: ajudam a purificar o ar e criam uma atmosfera de bem-estar.
- Inaladores pessoais: ótimo para o alívio de sintomas como coriza e sensação de nariz entupido.
Entre os óleos mais indicados para a saúde respiratória estão:
- Copaíba: ação expectorante e anti-inflamatória.
- Lavanda: calmante, antisséptica, anti-inflamatória e útil em momentos de estresse.
- Limão Siciliano: possui efeito antiviral, mas deve ser usado com cautela quando a via de aplicação é dérmica, pois pode sensibilizar a pele à luz solar.
Cuidados e contraindicações
Apesar de naturais, os óleos essenciais exigem uso consciente e orientação profissional.
“É preciso considerar fatores como idades, condições de saúde, pacientes em tratamento medicamentoso”, alerta Tereza.
Grupos de risco como crianças, gestantes, lactantes, idosos e pessoas com doenças respiratórias crônicas devem receber atenção redobrada.
Os óleos essenciais possuem propriedades específicas e devem ser usados de acordo com posologias precisas, pois podem provocar efeitos adversos quando empregados de forma incorreta, exatamente como os medicamentos.
“Os óleos essenciais são substâncias químicas naturais poderosas e altamente concentradas. Essa potência deve ser respeitada e o modo como é manuseado e utilizado é muito importante”, complementa.
A especialista reforça que a aromaterapia não substitui o tratamento médico convencional.
“Ela é uma aliada no cuidado integral, tanto físico como emocional, e deve ser aplicada de forma complementar, por profissionais habilitados”, ressalta.
A escolha de produtos adequados também é fundamental. Óleos essenciais de qualidade possuem certificações específicas, como os selos do IBD (Instituto Biodinâmico de Desenvolvimento Rural), que garante boas práticas de cultivo e o Selo Orgânico, que atesta a origem natural da matéria-prima.
A compra de produtos com o selo de Transgênicos (T) não é recomendado. Também, é importante que tenham Registro na Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária), ISSO (International Organization for Standardization) – certificação internacional, entre outros rótulos de segurança.
Tereza ainda recomenda atenção aos seguintes pontos:
- Produto deve ser 100% puro (natural e vegetal);
- Verificar nome comum e científico, país de origem, parte da planta utilizada, método de extração, quimiotipo – variação química da planta (se aplicável), lote e prazo de validade;
- Frascos devem ser de vidro âmbar ou azul, que protegem da luz solar;
- O produto não deve conter fragrâncias sintéticas, conservantes, óleo mineral, parafina, corantes, espumantes ou ingredientes de origem animal;
- Teste de Cromatografia (representa a proporção dos compostos químicos);
- Manter longe do alcance de crianças;
- Não expor a luz solar;
- Procure a recomendação de um especialista antes de utilizar os óleos.
Crescimento da aromaterapia no SUS
Segundo o Ministério da Saúde, o uso de práticas integrativas e complementares, como a aromaterapia, tem registrado aumento no Brasil. Em 2024, foram realizados mais de 3,1 milhões de atendimentos com essas terapias na Atenção Primária à Saúde, um crescimento de 32% em relação a 2023. Na média e alta complexidade, o número ultrapassou 3,9 milhões de procedimentos, com alta de 73% em dois anos.
“Mais de 9 milhões de pessoas utilizaram essas práticas no SUS em 2024. Isso reflete uma mudança no olhar sobre os cuidados com a saúde, hoje cada vez mais voltados à prevenção e ao bem-estar”, conclui a docente.
Qualificação Profissional
Para quem deseja iniciar sua trajetória na prática e atuar com segurança no uso dos óleos essenciais, o Senac Guarulhos Faccini oferece o curso livre de Aromaterapia, com carga horária de 36 horas.
O conteúdo aborda composição dos óleos, formas de aplicação, efeitos fisiológicos e energéticos, descarte correto e orientações de segurança.
O objetivo do curso é desenvolver habilidades para a aplicação dos óleos essenciais, bem como conhecer seus benefícios para a saúde e bem-estar.
Novas turmas estão previstas para os próximos meses, com bolsas de estudo integrais disponíveis por meio do Programa Senac de Gratuidade.
As inscrições devem ser feitas pelo site: www.sp.senac.br/bolsas-de-estudo. As datas de início do curso podem ser consultadas em: https://www.sp.senac.br/senac-guarulhos.
Serviço
Senac Guarulhos Faccini
- Endereço: Rua Luiz Faccini, 132 – Centro, Guarulhos/SP
- Informações: www.sp.senac.br/senac-guarulhos
