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Falta de retorno no Taboão gera queixas de motoristas

No final da avenida Joaquina de Jesus, proximidades do Terminal Taboão e da Estação Aeroporto da CPTM, inúmeros motoristas param por alguns instantes para deixar passageiros e precisam retornar à região da praça Oito de Dezembro, no Taboão.

Porém, como não há retorno à esquerda, pelo qual poderiam utilizar a outra pista da avenida, são obrigados a dar uma grande volta, de 2,3 km, utilizando a avenida Natália Zarif, a rua Pedro de Toledo e a avenida Otávio Braga de Mesquita, em um dos trechos em que ela é mais complicada.

Muitos motoristas, contrariados com a falta de providências da Prefeitura para criar um retorno, optam por passar sobre o canteiro, cometendo infração de trânsito e correndo risco de multa. Outra consequência é que se formam poças d’água e o piso fica danificado, criando dificuldade e perigo aos pedestres.

Por essa razão e devido a outras queixas, postamos matéria em abril (confira abaixo), solicitando resposta da STMU (Secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana) sobre a possibilidade de oficializar o retorno, por ser perceptível que há espaço para defini-lo, sem prejudicar a passagem de pedestres.

Pela Assessoria de Imprensa, a STMU enviou a seguinte resposta: “Sobre a possibilidade de um novo retorno, esclarecemos que, em razão da existência de acesso devidamente sinalizado a cerca de 400 metros do local citado entendemos que, para o momento, a implantação de novo dispositivo em tão curto espaço irá comprometer a segurança e fluidez da via”

RÉPLICA

Inconformados com a resposta, típica de quem não conhece a região ou de técnicos que não levantam da cadeira para inteirar-se devidamente da situação, enviamos à Assessoria a reprodução dos mapas abaixo, demonstrando a atual volta que os motoristas são obrigados a dar e o quanto seria mais razoável providenciar o retorno sugerido.

No primeiro quadro, vê-se a grande volta que castiga os motoristas:

SEM RESULTADO PRÁTICO E COM MUITAS MULTAS

Passados quatro meses, não obtivemos nenhuma resposta da STMU e nenhuma providência foi tomada, no sentido de criar o retorno sugerido.

No entanto, pelos relatos que temos recebido, a STMU intensificou a fiscalização no local e tem autuado seguidamente veículos que fazem o retorno sobre o canteiro. Assim, não atende a uma justa reivindicação da população, mas engorda os cofres públicos com o dinheiro das multas, que são de R$ 293,15 cada.

Afinal, a função de uma Secretaria é melhorar a situação do povo ou agir em sentido exatamente contrário?

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