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Polícia faz operação especial para coibir e investigar vandalismo contra ônibus em SP

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A Polícia Militar deflagrou nesta quinta-feira (3) uma operação para intensificar a segurança em corredores, garagens e terminais de ônibus em todo o estado de São Paulo. As ações estratégicas foram desencadeadas para coibir as ações de vandalismo registradas nos últimos dias contra coletivos de transporte público.

Além do monitoramento, haverá apoio, também, de militares da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam) e outras unidades especializadas da Polícia Militar. A previsão é que as ações se estendam até 31 de julho.

Serão utilizados 7,8 mil policiais e 3,6 mil viaturas que ficarão em pontos estratégicos. Participarão também militares da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam) e outras unidades da PM. A previsão é que as ações se estendam até 31 de julho.

“Nós iniciamos a operação através de mapeamento e análise criminal dos locais de maiores incidência, então começamos a alocar ativos operacionais das várias modalidades de policiamento justamente para isso, para fazer a prevenção e também, se for o caso, a repressão imediata”, disse o coordenador operacional da PM, coronel Carlos Henrique Lucena.

Depredações


Paralelamente à operação da PM, a Polícia Civil, por meio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), segue investigando os casos de depredações registrados nos últimos dias. A Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber) também participa dos trabalhos para monitorar se há envolvimento de criminosos em plataformas digitais. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) mantém diálogo com as empresas de transporte coletivo para monitorar e discutir estratégias para enfrentar ações de vandalismo.

“As polícias estão trabalhando integradas para a resolução dessa crise e a Polícia Civil está em contato diário com as empresas municipais buscando informações para abastecer e impulsionar as investigações. As ações estão sendo organizadas para não excluir, mas afastar a participação de organizações criminosas. Esses ataques não revelaram um propósito, o que é típico de facções”, afirmou o diretor do Deic, Ronaldo Augusto Comar Marão Sayeg.

Ele disse que as investigações trabalham com outras hipóteses, entre elas, os desafios virtuais (um gênero de vídeos em que usuários têm que cumprir uma tarefa, muitas vezes desafiando outros a executá-la).

Plataformas digitais

Sayeg reforçou que a Polícia Civil está monitorando as ações em plataformas digitais e redes sociais, por meio do DCCiber. “Até agora isso não revelou algo de concreto. O trabalho vai ser feito para que a gente consiga apontar no prazo mais curto possível os responsáveis”, finalizou.

Segundo as polícias, até ontem houve 180 ataques, sendo 60% deles na zona sul da capital paulista. O número é baseado em informações formalizadas em Boletins de Ocorrência feitos pelas empresas. Os ataques começaram em 12 de junho. Segundo a SPTrans, o total de ônibus atacados na capital paulista é de 235. Na maioria das investidas, os veículos tiveram os vidros quebrados por pedras.

*Com Informações da Agência Brasil

Opinião

É estranho que até agora as autoridades policiais não tenham conseguido flagrar nenhuma dessas ações criminosas. Além das ocorrências na Capital, houve dezenas de outras em cidades do ABC e outros municípios da região metropolitana.

Esses delitos são absurdos e precisam ser investigados rapidamente, com uso de todos os meios tecnológicos e de campo, porque não se trata do prejuízo financeiro que está sendo gerado para as empresas, mas a falta que os coletivos atingidos fazem para os usuários, isso sem contar os ferimentos graves que têm sido causados a passageiros.

A população espera que as forças policiais identifiquem logo ao menos alguns dos autores desses crimes, para a partir deles chegar-se ao efetivo veredito do que está causando essa avalanche de ataques a ônibus.

Valdir Carleto

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