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Prefeito de São Bernardo é afastado do cargo pela Justiça

A Operação Estafeta, da Polícia Federal, resultou no afastamento do prefeito Marcelo Lima (Podemos), de São Bernardo do Campo. A Justiça negou o pedido de prisão, mas determinou o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de entrar na Prefeitura.

Em 2021, ele era vice do prefeito Orlando Morando (PSDB) e secretário municipal de Serviços Públicos, e também foi afastado do cargo, sob suspeita de favorecimento de uma empresa em licitação. Chegou a assumir como deputado federal, mas perdeu o mandato ao migrar do partido Solidariedade para o PSB. Em 2024, deixou o PSB porque o partido resolveu apoiar para prefeito o candidato apoiado pelo presidente Lula. Foi para o Podemos e venceu no segundo turno o candidato apoiado pelo ex-presidente Bolsonaro e pelo governador Tarcísio de Freitas, Alex Manente (Cidadania).

A investigação em torno de Marcelo Dias surgiu após a PF localizar mais de R$ 14 milhões em espécie com o servidor público Paulo Iran Paulino da Costa, assessor parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado de SP, que é considerado foragido. Ao apurar ligações de Costa, a PF encontrou pagamentos feitos por ele a familiares do prefeito.

Estão arrolados no processo também: Danilo Lima Ramos (Podemos), presidente da Câmara Municipal e primo do prefeito; Ary José de Oliveira (PRTB), suplente de vereador e Paulo Iran Paulino Costa, já mencionado.

Todos os órgãos de Imprensa que procuraram ouvir as defesas dos acusados não tiveram êxito. O espaço fica garantido para a manifestação deles todos, caso queiram apresentar seus argumentos.

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