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Sessão da Câmara tem tumulto com gás de pimenta e é encerrada por falta de quórum

A sessão da Câmara Municipal desta segunda-feira, 22/9, foi encerrada por falta de quórum assim que teve início a Ordem do Dia, quando o presidente, Fausto Martello (Republicanos) pôs em votação um projeto e os vereadores não se mobilizavam para votar. Ele cobrou atitude do líder do governo, Geraldo Celestino, que informou que os vereadores não queriam votar. Martello afirmou que quem estava no plenário tinha de votar; alguns então se ausentaram e a sessão foi encerrada por falta de quórum.

Antes, porém, o Legislativo guarulhense protagonizou sério tumulto, que teve até gás de pimenta espalhado por agentes da GCM que estavam em serviço na sessão. Tudo começou, na realidade, na semana passada, quando o vereador Kleber Ribeiro (PL), que tem se envolvido em diversas polêmicas, esteve no campus da Unifesp (Universidade Federal de S.Paulo), no Pimentas, para pleitear da reitoria que fosse impedida a realização de evento, pelos estudantes, de apoio à criação do Estado da Palestina. Ele foi recebido com protesto dos alunos e um jovem foi agredido fisicamente por um dos acompanhantes do vereador.

Nesta segunda-feira, um grupo de universitários da Unifesp compareceu à Câmara e um deles pretendia utilizar a Tribuna Livre. O presidente Martello, entretanto, usando das prerrogativas do cargo, decidiu não conceder o direito à palavra, considerando que há regras estabelecidas para essa prática. Das galerias, os alunos passaram a manifestar-se contra Kleber Ribeiro, motivo pelo qual o presidente determinou o esvaziamento do local.

Quando o jovem que queria usar a Tribuna ia saindo, junto com vários vereadores, assessores e comunicadores, houve empurra-empurra e a GCM fez uso de gás de pimenta para controlar a situação. O cheiro espalhou-se pelo ambiente e houve muitas pessoas tossindo e com os olhos lacrimejando, inclusive nas galerias.

Após o entrevero, a vereadora Fernanda Curti (PT) fez pronunciamento, pleiteando que fossem conferidas imagens de câmeras do Legislativo para apurar responsabilidades, afirmando ter sido agredida fisicamente, além de ter sido ofendida em outras ocasiões: “Botaram o dedo na minha cara”, acusou. Segundo ela, nas várias situações as agressões teriam partido de pessoas próximas ao vereador Kleber Ribeiro. Disse que tem medo de armas e que não se sente segura para exercer sua função de vereadora. O presidente Martello respondeu que dentro do plenário ele se responsabiliza pela segurança dela, mas que, se ela vai à entrada da Câmara acompanhar os estudantes e lá se verifica um confronto, ele já não tem como defendê-la. Disse que sempre que há algum tumulto na Casa, parte de dois vereadores: Kleber e ela.

Na sequência, falando pela liderança do PSol, o vereador Edmilson Souza endossou as críticas de Fernanda Curti e disse que no início da sessão alertou o presidente que havia homens armados indevidamente no recinto e que um desses homens que acompanhavam Kleber é que teria se envolvido na agressão.

O vereador Rafa Marques (MDB), integrante da GCM, informou que o uso do gás de pimenta é uma alternativa utilizada para conter os ânimos e evitar problemas maiores.

Imagens retiradas das redes sociais da TBL Comunicação e Jornal Cidade de Guarulhos

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