Um policial militar da reserva foi condenado nessa quinta-feira, 16, em Guarulhos, a 13 anos e 6 meses de reclusão pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual.
O julgamento aconteceu dois anos e meio após o desaparecimento da vítima, um motoboy. Antes do crime, ele havia se desentendido com um sobrinho do réu por conta de uma linha de pipa com cerol. O entregador transitava pelas ruas em sua motocicleta quando quase foi ferido pelo artefato. Depois de uma breve discussão, o fato chegou ao conhecimento do acusado, que resolveu tomar partido em favor do sobrinho. Pouco tempo depois, a vítima foi arrebatada pelo motorista de um automóvel e nunca mais vista. As investigações realizadas levaram ao réu, que sempre negou a autoria dos delitos.
No Tribunal do Júri, a defesa não só ratificou a versão do cliente, como também refutou a própria materialidade delitiva, sustentando não haver sequer a certeza do óbito. Houve questionamento também quanto à cadeia de custódia das provas periciais, o que não convenceu os jurados. Eles acolheram integralmente a sustentação apresentada pelo promotor de Justiça Rodrigo Merli Antunes.
O réu já estava preso por força de prisão preventiva e continuará recluso em razão de sua condenação. Ainda assim, Merli anunciou que recorrerá da sentença com vistas a impor determinados efeitos secundários da condenação, em especial indenização mínima para os familiares da vítima.
