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Confira dicas para realizar transição de carreira

De fisioterapeuta a professora; de jornalista a arquiteta; de engenheiro a ceramista. Histórias como essas já não são raras. Em um cenário em que as profissões se diversificam e os interesses se transformam ao longo da vida, a ideia de mudar a rota e apostar em uma nova trajetória tem conquistado cada vez mais pessoas.

Ao fazer um balanço da vida profissional, muitos se veem diante de uma pergunta inevitável: tenho mais motivos para comemorar ou para repensar o caminho que estou seguindo? O início do ano, por sua vez, costuma funcionar como gatilho para essa reflexão, por ser um período simbólico de novos ciclos, metas e reorganização pessoal.

De acordo com uma pesquisa da DataCamp, plataforma de aprendizagem focada em ciência de dados, realizada em 2025, 51% dos brasileiros afirmam estar considerando uma transição de carreira. Apesar do desejo de mudança, o medo ainda é um fator determinante: 17% dos participantes declararam receio de arriscar em uma nova profissão.

A mentora em comunicação e carreira Anna Licarião reforça que o bom êxito de uma transformação profissional não depende apenas de desejo ou motivação.

É preciso levar em consideração renda, preparo, estudo e riscos. A mudança não é rápida, precisa ser estruturada. Transição de carreira exige planejamento e consciência sobre o que se quer e sobre o que se pode nesse momento”, explica.

Fatores que contribuem para a mudança

A escolha profissional acontece muito cedo, entre os 17 aos 20 anos e ao longo do tempo as pessoas amadurecem e vivenciam experiências em outras áreas, explica a mentora.

Há pessoas que não conseguiram estudar ainda jovem, e resolveram buscar uma formação que sempre tiveram vontade, mas foi adiada. E também um público que deseja empreender, cansado de seguir um padrão de empresa”.

Anna ainda acrescenta que, embora desafiadora, a transição tende a trazer resultados positivos quando feita com clareza e planejamento.

O processo pode gerar satisfação, maior sensação de propósito, novos aprendizados, desenvolvimento de confiança e ampliação de repertório. Muitas vezes, a pessoa descobre competências que não sabia possuir”, destaca.

Por onde começar?

De acordo com a mentora, a transição deve ser conduzida em etapas claras:

Autoconhecimento: entender habilidades, limitações, interesses e valores.

Mapeamento de mercado: pesquisar possibilidades reais, tendências e condições de entrada.

Planejamento financeiro: organizar reservas, prever investimentos e custos da mudança.

Capacitação: cursos, mentorias, treinamentos e experiências práticas.

Construção de networking: conversar com profissionais da área desejada, buscar referências e participar de comunidades.

Testes e validações: fazer pequenos projetos, freelas, cursos práticos ou experiências paralelas antes da troca definitiva.

Mais do que trocar de profissão, estamos falando sobre trocar de rota de vida. E essa decisão, quando consciente, pode ser transformadora”, conclui a mentora.

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