A nova tarifa de água e esgoto em cidades atendidas pela Sabesp passou a valer nesta quinta-feira (1º), com a reposição da inflação do período. Com a revisão, aprovada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), a tarifa residencial passa em 2026 para R$ 6,40/m³ em 371 cidades atendidas pela empresa.
Segundo a Sabesp, o novo valor não representa aumento real, pois considera apenas a variação inflacionária acumulada no período (entre julho de 2024 e outubro de 2025). “Na prática, isso significa que o reajuste serve para preservar o equilíbrio econômico-financeiro do serviço, sem encarecer o custo real da água e do esgoto para a população”, afirma nota oficial da Sabesp, segundo a qual o novo valor é cerca de 15% abaixo do que seria aplicado caso a empresa tivesse permanecido estatal. Pelo cálculo divulgado, no modelo anterior a tarifa teria passado para R$ 7,36 por metro cúbico.
“A diferença de 15% é resultado do modelo regulatório criado após a desestatização. Ele é baseado no controle rigoroso de investimentos, no uso dos recursos do Fundo de Apoio à Universalização do Saneamento (Fausp) – criado com recursos da privatização e alimentado por dividendos da Sabesp, e na aplicação do novo contrato, que determina mecanismos permanentes de garantia da estabilidade tarifária até o alcance da universalização em 2029”, diz informe da Sabesp.
Ainda segundo a Cia, a revisão tarifária ocorre em um contexto de ampliação dos investimentos em saneamento no estado, voltados à universalização do acesso à água e ao tratamento de esgoto. “A combinação entre regras regulatórias, metas de desempenho e controle tarifário busca assegurar a expansão dos serviços sem impacto adicional no orçamento das famílias atendidas pela companhia”, diz.
Desde julho de 2024, a Sabesp investiu cerca de R$15 bilhões na ampliação e melhoria da infraestrutura de saneamento das regiões que atende, sendo R$ 10,4 bilhões de janeiro a setembro de 2025, aumento de 151% em relação ao aplicado no mesmo período do ano anterior.
