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Fim da RTO provoca queixas da população e dos operadores

Operadores da chamada RTO (Reserva Técnica Operacional), antiga Orca, promoveram manifestação nesta segunda-feira, em frente à Secretaria de Parcerias em Investimentos, do governo estadual, para protestar contra o fim do funcionamento do sistema, que servia como complemento ao prestado pelas empresas permissionárias do serviço coletivo; no caso de Guarulhos, o consórcio Internorte, que atende também Arujá, Santa Isabel e Mairiporã. Dezenas de micro-ônibus e vans foram estacionados no local.

Desde o dia 1o. de janeiro, quando os veículos da RTO foram proibidos de atuar, são inúmeras as queixas de passageiros das linhas metropolitanas, afirmando que os coletivos estão superlotados e outros passam direto pelas paradas de ônibus, por não haver condições de carregar mais passageiros.

A Artesp, órgão do governo do Estado que substituiu a antiga EMTU na gestão Tarcísio de Freitas, afirma que está sendo cumprida decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), porque os operadores atuavam sem ter havido uma licitação. A razão do protesto em frente à SPI é que eles alegam que a decisão judicial foi pela regularização do sistema e não pela simples interrupção do serviço. O impasse continua.

Segundo a Artesp, a agência está acompanhando o andamento do serviços pelas empresas de ônibus. A julgar pelas reclamações da população, entretanto, será preciso ampliar o número de coletivos em cada linha para dar conta da demanda, principalmente agora que muitos trabalhadores estavam em férias coletivas retomaram as atividades, assim como voltou a vigorar o rodizio de veículos na capital paulista.

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