A Polícia Federal prendeu, na manhã de ontem (29/1), um homem investigado por atos preparatórios de terrorismo e por integrar organização terrorista internacional.
A investigação contou com o apoio do FBI e foi autorizada pela 3ª Vara Federal de Bauru/SP, local onde foram cumpridos mandados de prisão temporária, de busca pessoal e domiciliar, além de medidas de acesso imediato a dados eletrônicos e de quebra de sigilo telemático.
De acordo com as apurações, o investigado encontrava-se em atos preparatórios para a montagem de um colete com explosivos destinado à prática de um atentado terrorista suicida em território nacional.
As investigações prosseguem com o objetivo de aprofundar a apuração dos fatos, bem como prevenir a ocorrência de atos que atentem contra a segurança pública e a ordem social.
O ato, acrescentou, ocorreria no Brasil – a corporação não deu mais detalhes sobre o local.
A polícia cumpriu, ainda, mandados de busca pessoal e domiciliar e deve analisar dados e informações que o suspeito mantinha em aparelhos eletrônicos, como celular e computador. A legislação brasileira, incluindo o Marco Civil da Internet, estabelece que, quando há um pedido de acesso desse tipo, feito pelas autoridades, as empresas de telecomunicações são obrigadas a liberá-lo.
Esses dados são chamados de telemáticos. As companhias, operadoras de telefone e internet usadas pelos investigados, por exemplo, são obrigadas a compartilhar os registros armazenados, tanto de conteúdo como histórico de ligações, com horário, duração e números contatados. No caso das redes sociais e serviços de mensagem, como o WhatsApp, é possível resgatar até mesmo conversas deletadas pelos usuários.
*Com Informações da Agência Brasil e Polícia Federal
