Clássico do Tropicalismo e uma das composições mais significativas na carreira de Gilberto Gil, a canção premiada “Domingo no Parque” virou musical negro, sob a direção de Alexandre Reinecke, um dos diretores mais atuantes do país, e direção musical de Bem Gil.
O espetáculo, que foi selecionado no edital Petrobras Cultural, encerrará sua temporada no Teatro Claro Mais SP, no domingo desta semana, 8 de fevereiro, com apresentações nesta quinta, 5, na sexta, 6, às 20h; no sábado, às 17h e às 20h30; e, finalmente, no domingo, às 18h.
O elenco protagonista é composto por Alan Rocha (Jozé), Rebeca Jamir (Juliana), Guilherme Silva (João), Badu Morais (Juci) e a guarulhense Adriana Lessa (Mãe Preta), a avó de Jozé.
Apresentada pela primeira vez no 3º Festival da Música Popular da TV Record, em 1967, “Domingo no Parque” é considerada um dos marcos da Tropicália ao misturar elementos brasileiros – como o violão e o berimbau – com a guitarra elétrica e levou o segundo lugar no prêmio. A canção tinha arranjo de Rogério Duprat e participação da banda Os Mutantes.
Com elenco e equipe majoritariamente formados por artistas e profissionais negros, o musical, que teve aprovação do próprio Gil, destaca importantes influências negras na cultura e sociedade, em elementos como os costumes, danças, a religiosidade, os arranjos musicais, as vestimentas, a alimentação e a capoeira.
O projeto é um sonho antigo de Alexandre Reinecke, que há 30 anos tenta montar o espetáculo. “Sempre fui um apaixonado pela capoeira. Comecei a praticar com 14 anos. Pouco tempo depois comecei a fazer teatro e, assim que ouvi a música, pensei em um musical de capoeira. Em 1995 escrevi o primeiro esboço, mas tinha que ter o aval de Gil. O irmão de um amigo, Rodolpho Stroeter, estava produzindo um disco dele e fez a ponte. Em um belo dia, Gil me ligou e disse que havia gostado muito da história e que eu poderia seguir. Foi o que fiz. No começo eu mesmo queria fazer o João, nem era diretor nessa época. Desde então venho batalhando para produzir. Tanta coisa mudou. Virei diretor e encenei 59 peças – esta é a 60ª. O país mudou e este é o momento”.
Sinopse
A trama se passa em Salvador, no início da década de 1970 e tem como pano de fundo toda a situação sociopolítica do Brasil, que atravessava a violenta opressão da Ditadura Civil-Militar. No bairro da Ribeira, toda tarde João, Jozé e um grupo de amigos se reúnem para jogar capoeira, em um momento de descontração e divertimento
Quando Jozé leva seu amigo João para assistir a um show de sua amada Juliana, a relação entre os dois fica abalada. Juliana, que agora passa a frequentar a roda de capoeira, teve no passado um romance avassalador com João, que terminou quando ele engravidou a jovem Juci. Enquanto eles estavam afastados, Juliana seguiu seu sonho de ser cantora e passou a cantar nos bares da cidade. Ela também tornou-se atuante nos movimentos contra a ditadura e passou a ser vigiada pelos militares.
Como não poderia ser diferente, essa icônica tragédia urbana chega ao fim com uma grande roda de capoeira ao som do clássico de Gil, elevando o clima do espetáculo, que promete ainda momentos de drama, humor, romance e suspense.
A trilha sonora conta com 20 músicas que atuam como fio condutor da história, sendo três delas compostas exclusivamente para o espetáculo (com letras de Alexandre Reinecke e melodia de Bem Gil), 10 de Gilberto Gil e as demais amplamente conhecidas pelo público, incluindo composições de Carlos Lyra, Dominguinhos e Anastácia, Dorival Caymmi, Jorge Ben Jor, Chico Buarque, Tom Jobim e Jackson do Pandeiro.
Ficha Técnica
- Texto e direção: Alexandre Reinecke
- Direção musical: Bem Gil
- Direção de arte: Billy Castilho
- Figurinos: Lena Santana
- Cenografia: Marco Lima
- Iluminação: Cesar Pivetti
- Diretora assistente: Glaucia da Fonseca
- Assistente de direção: Sidney Santiago Kuanza
- Assistente de Direção musical: Bruno Di Lullo e Gabe Fabbri
- Arranjador, preparação vocal e regências: Gabe Fabbri
- Coreografia: Tainara Cerqueira
- Diretora de produção: Vanessa Campanari
- Coordenação de Produção: Edinho Rodrigues
- Realização: Reinecke Produções e Brancalyone Produções
ELENCO adulto
- Adriana Lessa
- Alan Rocha
- Guilherme Silva
- Rebeca Jamir
- Badu Morais
- Ananza Macedo
- Gui Giannetto
- Jean Amorim
- Jack Mandinga
- Júlia Perré
- Júlia Sanchez
- Mestre Tyson
- Farini
- Renée Natan
- Rio Delgado
- Sangela Aram
- Thiago Mota
- Wesley Guimarães
ELENCO (crianças)
- Caio Santos
- Mateus Vicente
- Vitor Tomé
MÚSICOS
- Bruno Di Lullo
- Daniel Conceição
- Gabe Fabbri
- Mano Jotta
Serviço
Domingo no Parque, com texto e direção de Alexandre Reinecke
Temporada: Até 8 de fevereiro de 2026
Quinta a sexta, às 20h; sábado, às 17h e às 20h30, e domingo, às 18h
Teatro Claro Mais SP – Rua Olimpíadas, 360, Vila Olímpia Shopping – 5º Piso, Vila Olímpia – São Paulo
Ingressos: Plateia Premium – R$ 250 (inteira) e R$ 125 (meia-entrada) | Plateia – R$ 220 (inteira) e R$ 110 (meia-entrada) | Balcão Nobre – R$ 180 (inteira) e R$ 90 (meia-entrada) | Balcão – R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada)*
Vendas online em https://uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/domingo-no-parque-o-musical-15323
Bilheteria: De segunda a sábado: das 10h às 22h. Domingo: das 12h às 20h.
Telefone: (11) 3448-5061
Classificação: 12 anos
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida
