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Alagamentos em Guarulhos mobilizam fiscalização técnica do Crea-SP

Divulgação

Os alagamentos registrados recentemente em Guarulhos mobilizaram equipes técnicas do Crea-SP para avaliação das condições estruturais das áreas afetadas. Um dos pontos mais críticos e impactantes foi a Avenida Monteiro Lobato, na região central da cidade, onde houve registro de pessoas ilhadas após a via ficar totalmente submersa.

Após demandas apresentadas por moradores, a equipe de fiscalização do Crea-SP, com o apoio da Asseag, realizou vistorias em diferentes regiões do município com o objetivo de apurar as circunstâncias das obras executadas Crea-SP, além de equipe técnica da Secretaria de Infraestrutura da Prefeitura de Guarulhos e engenheiros do consórcio responsável pelas obras em andamento.

Em decorrência das chuvas mais recentes, foram registrados colapsos pontuais em locais que passam por intervenções, em meio ao grande volume de precipitação concentrado em curto espaço de tempo. Porém, foram constatados colapsos em pontos sem obras da empresa, em locais que já apresentavam históricos de problemas de infraestrutura, denotando a ausência da engenharia na manutenção da cidade, notadamente na drenagem das águas pluviais e na manutenção dos cursos hídricos.

De acordo com Magda Berberich, presidente da Asseag (Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos do Município de Guarulhos), os episódios de alagamento são consequências de um processo de urbanização desorganizada.

Nos últimos anos a cidade teve um crescimento populacional enorme, acompanhado de verticalização de moradias, redução de lugares permeáveis e ocupação das várzeas. Onde tínhamos espaços ocupados por jardins e áreas verdes, hoje são extensões cimentadas e impermeabilizadas. Essa mudança fez com que perdêssemos os chamados ‘jardins de chuva’, responsáveis pela absorção da água, especialmente nesses períodos mais críticos de condições climáticas“, diz.

Segundo o tecnólogo Rubens Moraes, chefe de fiscalização do Crea-SP na região de Guarulhos, as diligências às obras da Sabesp vão continuar.

Seguimos com as diligências e juntada de documentação de todas as obras que a Sabesp vem desenvolvendo na cidade, para posterior análise da Câmara Especializada de Engenharia Civil”, afirmou.

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