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Após mobilização, mães atípicas de Guarulhos conquistam a retirada de ‘módulo’ e promessa de inclusão nas escolas

Mobilização em frente ao Paço Municipal - Divulgação

Após dias de mobilização em frente ao Paço Municipal, junto à Câmara Municipal de Guarulhos e imprensa, enfim, uma boa notícia para as mães atípicas de crianças com Transtorno do Espectro Autista – TEA e outras deficiências.  Nesta quarta-feira, 15, depois de mais uma manhã de mobilização, o prefeito de Guarulhos, Lucas Sanches, recebeu a comissão de mães e oficializou a abertura de um edital para a contratação de 1.126 novos profissionais especializados. Com um investimento de quase R$ 28 milhões por ano, a medida visa capacitar esses profissionais e garantir as condições adequadas de ensino e inclusão.

A falta de profissional especializado em sala de aula vinha sendo apontada como o grande entrave para que as crianças se mantivessem dentro das salas de aulas desde o início do ano letivo.

Além de professores qualificados e especialistas em inclusão, as manifestantes pediam a retirada do módulo adotado neste ano na rede municipal, o que impedia o acompanhamento de professores auxiliares em sala de aula. Segundo relatos, o novo módulo definia quantitativos considerados suficientes pela administração para atender os estudantes que necessitam de inclusão..

Em sua fala, o prefeito disse que além de aumentar o número de funcionários, a medida irá garantir que eles recebam capacitação e preparo adequados para atender as crianças.

“Iremos capacitar estes profissionais para que dentro da sala de aula tenha inclusão, tenha apoio e a criança possa aprender e não passar o tempo. A gente quer que estas crianças evoluam, sejam adolescentes e adultos que possam trabalhar, ter a sua própria vida”, afirmou Sanches durante o anúncio.

Segundo Juliane Tenório, mãe de autista e uma das representantes da Comissão de mães que esteve em reunião com o prefeito, a indicação é de que o edital de contratação saia nesta sexta-feira, dia 17/4 e que tudo esteja resolvido em dois meses.

“Após muita luta e mobilização, o prefeito retirou o módulo e anunciou a contratação de profissionais especialistas em inclusão. Era o nosso desejo. Estamos satisfeitas com a nova indicação, agradeço ao prefeito que reconhece que eles – a gestão e educação – erraram e retiraram o módulo, as mães da comissão e a todos que estiveram conosco nesta luta que foi grande e iremos cobrar para que inclusão seja feita dentro da escola”, diz.

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Lucas Sanches e Juliane Tenório – Inclusão na rede municipal de ensino

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