O auxílio por incapacidade temporária do INSS teve o tempo de cobertura ampliado. 650 mil brasileiros esperam pelo benefício, que era conhecido como auxílio-doença.
O desafio do INSS é reduzir essa fila.
O órgão atualizou o sistema que permite analisar os documentos sem a necessidade de uma perícia médica presencial.
Os pedidos são feitos pelo site ou pelo aplicativo Meu INSS. Antes, o atestado garantia até 60 dias de afastamento.
Agora, o benefício por incapacidade temporária pode ser concedido por até 90 dias.
“A gente tem a expectativa de conseguir que em um ano evitar que 500 mil pessoas precisem fazer agendamento e comparecerem às agências da Previdência Social”, afirma Álvaro Friderichs Fagundes, diretor do Departamento da Perícia Médica Federal.
Se for preciso ficar afastado por mais de três meses, aí, sim, será necessária uma perícia presencial.
Em 350 cidades brasileiras, já existe também a teleperícia. O segurado deve ir a uma unidade do INSS no dia e hora marcados, mas o atendimento médico é feito à distância, pela internet.
“A teleperícia vem para a gente levar o Estado e serviços do Estado ao cidadão naquelas localidades onde hoje a gente não tem perícia médica ou a disponibilização de perícia médica é insuficiente e o cidadão teria que esperar muito tempo”, explica Álvaro Friderichs Fagundes.
Quem fez o pedido do benefício pelos canais do INSS, mas não teve uma resposta em até duas semanas deve procurar uma agência, esclarece matéria divulgada pelo portal g1.
É o que explica o Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP).
“Essa análise documental tem prazo de 10 a 15 dias. Se não tiver nenhuma resposta no sistema de 10 a 15 dias de análise, tem alguma deficiência na análise do INSS. Tem que ir lá no INSS e conversar com o servidor porque você tem o seu agendamento”, afirma Rosana Figueiredo, coordenadora do IBDP no Rio de Janeiro.
