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Prefeitura responde sobre muro considerado inútil próximo ao Shopping Maia

No dia 25 de junho, postamos matéria com críticas de munícipes residentes nas imediações do Shopping Maia à construção de um muro ao longo da margem do córrego dos Cubas, paralelo à avenida Bartholomeu De Carlos. No entender dos reclamantes, a obra seria inútil, por não haver nenhuma finalidade prática, enquanto há inúmeras outras necessidades a serem atendidas com a verba que está ali sendo aplicada. Um arquiteto apontou também divergências em relação à qualidade da obra, a qual estaria esteticamente em desacordo, “enfeiando” a paisagem.

Enviamos questionamentos à Prefeitura, cujas respostas estão aqui reproduzidas na íntegra.

1) Qual a finalidade desse muro?

A intervenção em execução ao longo do córrego localizado entre as pistas da Avenida Bartholomeu de Carlos integra as ações de requalificação e adequação do espaço público, tendo como objetivo promover maior segurança, proteção da faixa marginal do curso d’água, ordenamento urbano e valorização paisagística da região.

A concepção da intervenção foi desenvolvida a partir de um partido arquitetônico que busca compatibilizar segurança, funcionalidade, preservação ambiental e integração com a paisagem existente. A proposta prioriza soluções que respeitem as características naturais da área, especialmente a topografia local, minimizando intervenções excessivas no terreno e promovendo melhor integração entre os elementos construídos e o ambiente urbano.

Nesse contexto, a adoção da mureta em elementos vazados foi definida não apenas por sua função de proteção e delimitação da área, mas também por contribuir para uma composição visual mais leve e harmoniosa, permitindo a permeabilidade visual, a circulação de ar e a incidência de luz nas áreas vegetadas adjacentes. A solução reduz o impacto visual de uma barreira totalmente fechada e favorece a integração da vegetação com o entorno.

As variações de altura observadas ao longo da estrutura decorrem da opção técnica de acompanhar o relevo natural do terreno. Trata-se de solução amplamente empregada em obras de infraestrutura urbana, pois reduz a necessidade de cortes e aterros, preserva as condições de drenagem superficial existentes e evita a implantação de estruturas desproporcionais à configuração da área. Dessa forma, as diferenças de nível verificadas não caracterizam irregularidade construtiva, mas refletem a adaptação da intervenção às condições topográficas locais.

O projeto contempla ainda a implantação de paisagismo complementar, com a introdução e organização de áreas verdes, contribuindo para a qualificação urbanística do corredor viário, melhoria do conforto ambiental e valorização estética do espaço público. A percepção final da intervenção deverá considerar o conjunto dos elementos previstos, incluindo vegetação, acabamentos e demais componentes que ainda serão executados.

Cabe esclarecer que o projeto executivo encontra-se em fase final de desenvolvimento. Entretanto, em razão da necessidade de adequações preliminares e preparação da área, foi autorizada a execução antecipada de etapas específicas da intervenção, sem prejuízo da compatibilização final dos demais elementos previstos em projeto.

2) Quem o está construindo?

A intervenção está sendo executada no âmbito das atividades desenvolvidas pela Secretaria de Administrações Regionais, por intermédio de suas unidades técnicas e operacionais competentes, com atuação integrada dos departamentos responsáveis pelo planejamento, acompanhamento, apoio operacional e execução dos serviços de manutenção e adequação de espaços públicos.

A condução dos trabalhos envolve a participação coordenada das áreas técnicas da Secretaria, inclusive do Departamento de Obras de Administração Direta (DOADM), no exercício de suas atribuições institucionais relacionadas à implantação, manutenção, conservação e melhoria da infraestrutura urbana, observadas as necessidades operacionais verificadas no local.

3) Qual o custo?

Ainda não há definição do custo final da intervenção, tendo em vista que a obra se encontra em fase de execução.

4) De quem é a responsabilidade pelos defeitos apontados?

As características apontadas como supostos defeitos decorrem de soluções técnicas e arquitetônicas previstas para a intervenção, especialmente da necessidade de adequação ao relevo natural do terreno e da concepção adotada para integração da obra à paisagem local. Dessa forma, as diferenças de altura observadas na estrutura não configuram, por si só, falhas construtivas ou irregularidades na execução dos serviços.

Ressalta-se que a intervenção permanece sob acompanhamento e fiscalização técnica permanente por parte desta Administração, sendo avaliados continuamente os aspectos relacionados à conformidade executiva, segurança, funcionalidade, durabilidade e qualidade dos serviços realizados.

5) Serão tomadas providências para corrigir o que já foi feito e impedir a continuidade nos moldes atuais?

No presente momento, não foram identificados elementos que justifiquem a paralisação ou alteração da solução adotada, uma vez que os serviços executados observam as diretrizes técnicas estabelecidas para a intervenção.

Contudo, a obra permanece em andamento e sob fiscalização contínua, sendo que eventuais ajustes que se mostrarem necessários serão analisados e implementados durante a execução, de forma a assegurar o pleno atendimento aos critérios de segurança, funcionalidade, durabilidade, integração paisagística e qualidade previstos para a intervenção.

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