A Câmara Municipal de Guarulhos divulgou nota oficial relativa ao encerramento do primeiro semestre de 2026, apontando balanço expressivo de produção legislativa. Foram realizadas 50 sessões presenciais, sendo 37 ordinárias e 13 extraordinárias.
No período, o Plenário deliberou 185 projetos — 168 projetos de lei, 14 projetos de decreto legislativo e 3 projetos de resolução — encaminhados às comissões ou rejeitados. Já na fase final de votação, foram 80 matérias aprovadas, sendo 73 projetos de lei enviados à sanção, 4 decretos legislativos, 2 resoluções e 1 projeto de emenda à Lei Orgânica do Município.
O semestre também registrou 38 leis sancionadas e 14 leis promulgadas em 2026. Outro destaque citado pelo Legislativo foi o volume de requerimentos de informação aprovados: 465 no total, instrumento utilizado pelos parlamentares para solicitar esclarecimentos, documentos e providências ao Poder Executivo, reforçando o papel fiscalizador da Casa. Já na apreciação de vetos encaminhados pelo Executivo, o Plenário analisou 20 matérias, das quais 5 foram rejeitadas e 15 mantidas pelos vereadores.
Entre as matérias de maior relevância apreciadas no período está o Projeto de Lei nº 104/2026, que estabelece a Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2027 e prevê orçamento de R$ 8,1 bilhões para o município, aprovado em 2 de julho.
Para o presidente da Câmara, vereador Martello, os números demonstram um semestre de trabalho intenso no Legislativo. “Os números demonstram que a Câmara manteve um ritmo importante de atividades neste primeiro semestre. Foram sessões ordinárias, extraordinárias, projetos analisados, requerimentos aprovados e vetos apreciados. Isso mostra o compromisso dos vereadores com Guarulhos e com as demandas da população”, afirmou Martello.
POLÊMICAS E SUBMISSÃO
A produtividade apontada pela Assessoria da Câmara Municipal haveria de ser ainda mais expressiva se não fosse desperdiçado tanto tempo com discussões infrutíferas que demonstram mais uma necessidade de autopromoção e busca por “likes” em redes sociais do que propriamente preocupação com problemas da população. Muitos embates entre vereadores tiveram foco em temas nacionais e até internacionais, enquanto assuntos da própria cidade aguardam soluções. Não foram suficientes os subsequentes apelos do presidente Martello para que houvesse compostura no linguajar e no comportamento de alguns parlamentares.
Além disso, a flagrante submissão da ampla maioria da Casa aos interesses do Poder Executivo soa como absurda. Um simples requerimento de informações do vereador Gustavo Mesquita, que geralmente vota com a base de apoio do prefeito, sobre um serviço que se arrasta há meses no viaduto Cidade de Guarulhos, foi rejeitado pela maioria. Ou seja, um parlamentar não tem sequer o direito de obter informações sobre a finalidade e custo de um serviço executado pela Prefeitura.
Mesmo entre vereadores que fazem parte da base de apoio do prefeito têm havido embates pessoais, como o que ocorreu dias atrás entre os vereadores Leandro Dourado (Mobiliza) e André Alves (Cidadania).
Valdir Carleto
