A beleza de cada década: como lidar com as mudanças da pele nas diferentes fases

Aos 30 anos a jovialidade está no auge - Foto: Panajiotis/Pixabay

A beleza vive associada à juventude! É que está em nosso subconsciente. Digo subconsciente, e não inconsciente, uma vez que somos bombardeados com notícias e informações que ressaltam todo momento que “o jovem é belo”.

Mas, a beleza pode, e deve, ser exaltada a qualquer momento! Basta que estejamos equilibrados internamente e que nos sintamos bem com nós mesmos. Quanto mais se estuda, mais fica perceptível que a beleza externa é reflexo do equilíbrio interno. Sendo assim, algumas características do envelhecimento podem ser esperadas em cada década:

Aos 30 anos – a jovialidade está no auge. Algum indício de flacidez já pode ser notado, principalmente nas pálpebras e no sulco nasogeniano, o que conhecemos como “bigode chinês”.

A partir dos 30 anos, tem início a degradação das fibras de colágeno e elastina, que são fibras que conferem sustentação para a pele. Por esta razão, esses primeiros sinais de flacidez começam a aparecer, principalmente naquelas pessoas geneticamente pré-dispostas. Os fatores externos também influenciam muito, já que a pele é o único órgão que possui dois processos de envelhecimento, o interno (intrínseco) e o externo (extrínseco). Dos fatores externos, os que mais contribuem para o envelhecimento da pele são o tabagismo e o sol. Assim, aquelas pessoas que fumam e se expõem muito ao sol provavelmente irão aparentar mais envelhecidas já aos 30 anos.

Nesta fase, quanto maior o estímulo para a produção de colágeno que pudermos oferecer, menor será a flacidez. Para este cuidado algumas dicas são muito importantes:

  • Aumente a ingesta de frutas, verduras e legumes, pois possuem substâncias anti-oxidantes que reduzem a degradação das fibras de colágeno;
  • Coma carne vermelha pelo menos três vezes por semana, pois as reservas de ferro precisam estar em níveis críticos para a produção das fibras de colágeno;
  • Hidrate-se, tome muita água! Uma pele hidratada é uma pele mais protegida;
  • Use filtro solar, pelo menos para tentar reduzir um dos principais fatores externos de envelhecimento da pele;
  • Use e abuse dos cremes anti-idade, claro que com a devida orientação do seu dermatologista;

Aos 40 anos os níveis hormonais apresentam um decréscimo importante, tanto para as mulheres com a menopausa quanto para os homens com a andropausa. Isto se reflete na pele, acelerando o envelhecimento natural, ou seja, intrínseco.

Com a queda dos níveis hormonais, a pele (facial e corporal) torna-se menos hidratada, mais ressecada e mais frouxa. As bolsas palpebrais ficam mais evidentes e começam a aparecer aquelas rugas em volta dos lábios. As pessoas de pele oleosa e negra são mais protegidas contra este processo, já que a oleosidade natural confere um pouco mais de proteção a pele. Em alguns casos, a reposição hormonal é indicada e recomendada, o que melhora os níveis de hidratação da pele, desacelerando o processo de envelhecimento. Mas, não são todas as pessoas que beneficiam-se com o uso de hormônios.

A partir da segunda metade da quarta década, a renovação celular torna-se mais lenta. Algumas orientações podem compensar esta lentidão:

  • Se você ainda fuma, o ideal é parar! Além dos riscos aumentados da incidência de câncer, as toxinas emitidas na fumaça do cigarro aceleram a degradação das fibras de colágeno e elastina, piorando a frouxidão da derme;
  • Faça atividades físicas regulares – isso aumenta o ciclo de hidratação da pele, mantendo-a mais hidratada. Além da liberação de endorfinas durante o exercício que promovem, também na pele, a sensação de bem estar;
  • Mantenha uma dieta adequada de frutas, legumes e verduras, pois é uma forma natural de reduzir a toxicidade dos radicais livres na pele;  

Aos 50 anos todas aquelas evidências do envelhecimento ficam mais acentuadas, como os sulcos nasogenianos e as bolsas palpebrais. Além disso, há uma reabsorção óssea e cartilaginosa, resultando na perda da projeção da região malar (maçã do rosto), perda do contorno facial, e flacidez da pele na face e no pescoço.

A maioria das mulheres com mais de 50 anos já tiveram sua menopausa. Neste momento, pode haver uma redução fisiológica dos cabelos, assim como um afinamento dos fios. As unhas também ficam mais frágeis e descamativas. Naquelas pessoas que sempre se cuidaram, os sinais do envelhecimento ficam menos evidentes, e os cuidados devem incluir:

  • Manutenção de uma alimentação equilibrada;
  • Prática de atividades físicas regulares;
  • Alguma atividade relaxante, como yoga, meditação, orientação musical, pinturas (isto torna a pessoa mais centrada e equilibrada e menos suscetível àqueles fatores externos que aumentam a produção dos radicais livres);
  • Fazer (se ainda não o faz) uma suplementação vitamínica e de oligoelementos a fim de melhorar o equilíbrio orgânico, e fornecer a pele, unhas e cabelos, nutrientes adequados.

Quando chegamos aos 60 anos, a beleza é definida pela manutenção de uma pele hidratada e saudável, estendendo-se às unhas e aos cabelos.

Claro que todos aqueles sinais – rugas, flacidez, perda de contornos – pioram progressivamente. Mas, nesta fase, é nítida a diferença entre aquelas pessoas que sempre se trataram e aquelas que nunca o fizeram. A qualidade da pele, a textura, a capacidade de manter a hidratação e a firmeza dependem de influências genéticas, mas também, do estilo de vida que se leva.

Os tratamentos clínicos, aplicação de lasers, utilização de cremes anti-idade, procedimentos cirúrgicos podem realçar a beleza da pele de cada um. Mas, somente o estado de equilíbrio interno pode manter esta beleza.

Dra. Cristiane Braga Kanashiro é especialista em Clínica Médica, Dermatologia e Nutrologia pela ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia), também atua nas áreas de Medicina Estética na Prevenção do Envelhecimento Cutâneo e nas patologias dos cabelos. Além disso, a profissional é médica responsável do ambulatório de queda de cabelos em mulheres da SBME (Sociedade Brasileira de Medicina Estética), regional São Paulo. Sócia da Sociedade Brasileira de Medicina Estética, da Sociedade Brasileira Para os Estudos do Cabelo (SBEC), da Sociedade Brasileira para Estudos do Envelhecimento (SOBRAE), da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e da Sociedade Brasileira de Medicina Estética, a profissional também foi Fellow da Universidade Livre de Bruxelas – Bélgica.

Cirurgia de correção do queixo une técnicas menos invasivas

Chamada de mentoplastia, a intervenção une dois procedimentos estéticos em uma única operação

Para elevar a autoestima, os tratamentos estéticos são vistos como solução para as indesejáveis imperfeições do corpo humano. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o Brasil é líder em cirurgias plásticas no mundo. Na última pesquisa feita em 2016 no país, foi realizado um total de 1.472.435 procedimentos cirúrgicos.

Dentre as diversas opções de correções estéticas, existe a mentoplastia realizada pela Clínica Due para remodelar o queixo. Esse procedimento cirúrgico pode seguir dois caminhos de acordo com a necessidade do paciente: o aumento ou a redução do mento. No primeiro caso, a realização da cirurgia pode se dar por meio da osteotomia, implantes, avanço dos tecidos moles, enxerto de gordura e preenchimento de ácido hialurônico. Quanto à segunda opção, busca-se fazer um desgaste ósseo, além da osteotomia.

Uma das sugestões é que este procedimento seja feito em conjunto com a bichectomia”, explica o doutor Eduardo Kanashiro. A fim de conquistar dois resultados com somente uma intervenção, ele afirma que é possível em uma única cirurgia retirar a gordura da bochecha, a Bola de Bichat, para injetar no mento e, assim, conseguir a projeção do queixo. “Muitos pacientes buscam esse caminho para conseguir um melhor contorno do rosto evitando duas cirurgias”, completa.

Portanto, as diversas técnicas, tanto para recuar como para avançar o mento – esta última mais procurada de acordo com o doutor -, são utilizadas e combinadas para chegar a uma simetrização e a melhora das proporções. Quando o osso é tratado por osteotomia ou desgaste, utiliza-se a anestesia geral. No caso do implante, reposicionamento das partes moles e enxerto de gordura, basta a anestesia local sem ou com sedação. Para os preenchimentos, anestesia tópica (pomada anestésica) é suficiente.

O público da busca pela correção estética do queixo se divide entre 60% de mulheres e 40% de homens”, relata Kanashiro, especialista que realiza a mentoplastia há 15 anos. A operação pode durar de 20 minutos a 1 hora.  

Pós-operatório

Após a cirurgia, o paciente deve seguir em repouso, evitando esforços físicos por uma semana. Nos dois primeiros dias, a alimentação deve ser leve, sem haver dificuldade na mastigação, além de evitar a ingestão de alimentos quentes. O edema varia de acordo com a técnica cirúrgica, sendo maior quando há manipulação óssea.