A doce liderança de Tabata Jonson

A vida profissional de Tabata Jonson começou aos 15 anos, quando iniciou em uma advocacia. Formada em Direito, casou-se aos 19, indo trabalhar com o marido, José Araújo Júnior, na época representante comercial em uma multinacional. Em dois anos, planejaram um filho e foram abençoados com gêmeos. “Nesse período, o Júnior já sonhava em ter seu próprio negócio e daí surgiu a Açomavi (nome em homenagem aos filhos João Vitor e Matheus), hoje Perfil Líder, onde Tabata trabalhou na área financeira até 2015. Nesse período, a realização de um outro projeto já estava em andamento, a loja Eletroferro –

Elétrica, Ferros e Ferragens Eireli, inaugurada em junho de 2014. Tabata Jonson, hoje com 34 anos, saiu da Perfil Líder e começou a se dedicar inteiramente aos filhos (Guilherme chegou dois anos mais tarde que os gêmeos) até 2016, quando seu marido estava precisando de alguém de confiança para tocar a loja. “Assim, comecei minha trajetória à frente da Eletroferro, onde estou até hoje, com planos de ampliação, pois estamos reformando o novo espaço, que deve inaugurar em junho”, anuncia.

Embora não tivesse inicialmente intenção de empreender, Tabata foi aos poucos se aprofundando na administração para ajudar o marido, primeiro na Perfil Líder e depois na Eletroferro. Hoje toma as decisões necessárias para se firmar no mercado e crescer. Desta forma, tornou-se uma líder humana, mas que sabe cobrar o que é certo. Como ela mesma diz, em alguns pontos chega a ser “crica”, quando não tem um retorno. Mas sua alegria e espontaneidade sobressaem, embora não saiba fingir quando não gosta de algo. “As mulheres estão deixando de ser contidas e passando a arriscar mais, e isso é bom. Precisamos ter ousadia e arriscar, mas sempre com o pé no chão. O mundo está passando por mudanças e uma delas é o crescimento da mulher como empreendedora.”

Para ela, as oportunidades são as mesmas tanto para o homem quanto para a mulher quando se acredita e há empenho. Ela lembra que é um pouco mais difícil quando se tem filhos, mas que esse fato não pode ser usado como desculpas. “Ao longo de 15 anos de casada e com meus filhos mais velhos (12 e 10 anos), acabei aprendendo a ser multifunções e a principal delas é ‘mãetorista’. Ser proprietária ajuda a flexibilizar horários, mas a preocupação e responsabilidade é triplicada. Muitas vezes, em horários onde poderia estar descansando se fosse uma funcionária, estou trabalhando. Tudo tem seu preço, mas o resultado é excelente, porque consigo acompanhar meus filhos sem deixar de lado as obrigações profissionais e do lar.”

O Dia Internacional da Mulher para você representa… “além de um direito conquistado, um motivo de orgulho. Somos muito batalhadoras e acumulamos funções sem deixar de lado nossa autoestima. Conciliar a tripla função de esposa, mãe e profissional é para poucos. Além de ser um dia que adoro ainda mais pelo fato de ser meu aniversário, um privilégio. Amo ter nascido no Dia Internacional da Mulher; comemoração em dobro!