A Economia no Governo Temer e a economia de cada família

Por André Lobo de Almeida, professor universitário e consultor
andrelobo2050@gmail.com

Faltando menos de três meses para o final de ano, novamente o governo federal conduz a economia de forma inadequada. Não porque o ministro da Fazenda seja incompetente, mas o governo Temer coloca em primeiro lugar seu interesse político. Uma verdadeira desgraça acontece quando a Economia tem de se adaptar a interesses pessoais e não ao interesse da Nação.

A pressão exercida junto ao Banco do Brasil, à Caixa Econômica Federal e ao BNDES desvia recursos para “ajudar” deputados que apoiam Temer, numa verdadeira mistura de interesses. Não deveria o governo se preocupar com as políticas sociais?

Neste caso absurdo de “conchavos políticos”, quem sofre é a população do Brasil. Ou seria a população dos dois Brasils, que perdoe minha amada língua portuguesa. O Brasil dos intensos interesses dos políticos profissionais, e o Brasil dos cidadãos comuns que seguem à mercê de uma Economia do “sem pé nem cabeça”. É impossível para qualquer economista sério alinhar esse governo de intervenções. Quem me dera poder dizer para cessarem de tratar nossas organizações de controle monetário como uma moeda de troca, pararem de tratar este país como retalho de partidos.

Economia sensata é a que estimula a renda, o emprego e a transparência de seus bancos estatais. De que maneira a população pode se proteger diante de uma política de macroeconomia totalmente sem rumo?

Na verdade, quando vejo uma situação dessas, aconselho a todos investir em renda fixa, balancear suas receitas com suas despesas, que é na realidade nunca gastar mais do que ganha.

O povo brasileiro está endividado, principalmente devido ao uso incorreto do cartão de crédito, e neste caso, a pergunta mais imediata que me vem à cabeça é se o item comprado é realmente algo fundamental ou apenas para demonstração de status.
Compras supérfluas podem destruir uma família, pois a dívida do cartão de crédito é cruel, a taxa de juros é muito alta e vai aumentando de forma exponencial; ou seja, impossível de pagar.

Cartão de crédito é ferramenta emergencial. Pode usá-lo, mas de forma muito consciente, sabendo que um dia a fatura vai chegar e o dinheiro tem de estar com você no mesmo dia do vencimento; se não, a bola de neve que o engolirá já estará nascendo naquele momento.

Daqui em diante, tente aumentar sua poupança: não compre coisas desnecessárias, não gaste apenas para “mostrar aos outros” o que você não é; seja simples e sincero quanto ao seu padrão de vida. Quantas pessoas você conhece que possuem carros caríssimos e moram em casas ou apartamentos pequeninos?

Qual o sentido de ter um carro que custa o valor de sua moradia ou usar roupas de grife, quando falta um plano de saúde particular ou quando você ainda deve investir em educação? Manter um padrão de vida que não é o seu é como enxugar gelo: nunca dará certo.