A Sabedoria pode ser nutrida em cada um de nós!

Minerva (Roma), ou Atena (Grécia), representa a Sabedoria. Segundo a mitologia nasceu adulta, extraída da fronte de Zeus

*José Paulo Ferrari

A Sabedoria, embora se expresse pela razão esclarecida, se desenvolve naturalmente e em qualquer tempo no ambiente amoroso, afetivo, de nosso ser e, por essa razão, ela pode ser como um rio caudaloso e fluir em todas as direções, a que se dirigem nossas ações. Portanto, pode-se dizer que ela tem raízes, ou a sua fonte, em nossos próprios corações.

Era descrita pelos antigos romanos como a deusa Minerva, que sobre o trono quaternário se elevava, a fim de ter uma visão do alto dos quatro cantos do Universo. E, assim, quando chegava o momento de julgar e medidas tomar, a tudo fazia fluir, com Justiça e Harmonia, os Princípios do Amor, já que a bela e suprema deusa sempre agia para trazer concórdia e restabelecer, também, a Paz em todos os lugares. Minerva era, para os romanos, a deusa da excelência, bem como da misericórdia e só nasceu após a cabeça de Júpiter ter sida aberta porque engolira a Prudência.

Minerva precisa ainda ser cultivada, por isso cabe a cada um de nós, também, por comportamentos exemplares procurar auxiliar na criação de ambientes que sejam plenos de Amor, de Compreensão e, sobretudo, de Gratidão, a fim de que a Suprema Sabedoria, como uma deusa, possa em outros corações, também, naturalmente vir a reinar. Este é um dever, principalmente, para com aqueles que vem a este mundo ao nosso redor.

Enquanto o Entendimento parece “seco”, quase estéril às vezes, porque se utiliza da “fria” Inteligência que pode tudo criticar, a Sabedoria, por sua vez, é como a Água Doce que tudo suaviza e traz a perspectiva do futuro, inspirando sempre a harmonia e permitindo o congraçamento reinar.

Como diria o livre-pensador, ela deve ser como a água suave condensada pelo luar para depois, como orvalho, repousar em nossos pensamentos e correr nos prados de nossas existências para tudo tocar e fertilizar as sementes das Virtudes que o Divino Semeador lançou sobre nós. É ela que deve, a partir das nossas próprias fontes, deslizar pelos montes de nossas vidas para, depois, chegar aos vales onde nascem as flores que estão destinadas, com seus odores e beleza, a perfumarem e encantarem, também, outros seres e em todos os lugares.


*Psicólogo clínico, com especialidades na área da Saúde e seu principal campo de pesquisa está concentrado na Espiritualidade