Muita gente sabe que a série The Walking Dead, megassucesso na TV, é oriunda dos quadrinhos. Da mesma forma, os longas ‘queridinhos’ das adolescentes, como “Querido John”, “A Última Música” ou “Diário de uma Paixão”, são produtos do escritor americano Nicholas Sparks. Mas será que você já parou para pensar que a premiada franquia de Steven Spielberg “Jurassic Park” não surgiu exatamente do zero na mente do cineasta?

O grande nome por detrás do filme que trouxe à luz a aparência, vivência e ferocidade dos dinossauros é Michael Crichton, autor do livro homônimo que inspirou a superprodução do cinema. Os livros “Jurassic Park” e sua continuação, “O Mundo Perdido”, foi lançado no Brasil pela editora Aleph.

É claro que Spielberg tem seus grandes méritos; afinal, ele transformou a obra em uma produção cinematográfica fenomenal – prova disso é que a franquia, como um todo, é um dos maiores sucessos de bilheterias.

Dos quadrinhos às telas

Quando o assunto é adaptação dos quadrinhos para as telonas, os heróis são referências, mas não as únicas. O longa “300”, que levou o brasileiro Rodrigo Santoro ao papel do tirano rei Xerxes na batalha entre espartanos e persas, surgiu do HQ “Os 300 de Esparta”, de Frank Miller. O autor também criou os quadrinhos de “Sin City”, mais um grande sucesso dos cinemas.
Outra grande referência que temos nos cinemas é “Constantine”. O personagem faz parte da editora DC e nasceu dos traços de Alan Moore, o criador dos quadrinhos de “V de Vingança” – filme conhecido pela máscara usada nas manifestações no Brasil, principalmente em 2013. Surpresa também é que o popular romance lésbico “Azul é a Cor mais Quente” não nasceu nos cinemas, nem nos livros, mas nos quadrinhos.
O sucesso “R.E.D – Aposentados e Perigosos”, que reuniu ‘velhos’ conhecidos dos cinemas na pele de agentes que curtem suas aposentadorias de forma tranquila, também tem origem nos HQ’s, sob o comando da DC.

A máquina de ideias

Stephen King é de fato uma das maiores máquinas de produção literária que temos atualmente. Não é à toa que o autor dos best-sellers “As Crônicas do Gelo e Fogo”, George Martin, indagou ao rei do horror sobre o segredo de escrever tão rápido as histórias que sempre caem ao gosto de público.

King não agrada somente aos leitores. As telas também já se beneficiaram com muitas obras desse mestre. Talvez, os mais conhecidos sejam “Carrie: A estranha” e “O Iluminado”. Mas a grande verdade é que diversos filmes tiveram origem nessa mente sombria e você provavelmente não sabia.

  • “Um sonho de liberdade”: Com o título original “Rita Hayworth and Shawshank Redemption”, a história original pode ser encontrada na coletânea de contos “Quatro Estações”;
  • “À Espera de um Milagre”: Muita gente já chorou com esse filme ou, ao menos, comoveu-se com a história. Essa obra estar na lista de King é bem surpreendente, até porque o autor é conhecido como o “mestre do horror”;
  • “A Colheita Maldita”: O perturbador filme é baseado no conto “Crianças do milharal”, que pode ser encontrado na coletânea “Sombras da Noite”. Aliás, somente esse título rendeu nada menos de sete filmes.
    Além das obras já citadas, valem destaque: “Christine”, “O Nevoeiro”, “It – uma obra prima do medo” e a série “Sob a Redoma”.

Mais filmes… não, livros.

A lista é longa. Dentre os filmes e séries mais famosos que saíram das páginas de um livro e pouca gente sabe, estão nomes como “Planeta dos Macacos”, “Eu sou a Lenda”, “Eu, Robô”, “Laranja Mecânica”, “Menina de Ouro” e “Legalmente Loira”.

Clássicos como “Tubarão” também vieram do universo literário. Não se surpreenda se eu disser que a trilogia “O Poderoso Chefão” surgiu de cerca de 500 páginas escritas por Mario Puzo (já aproveitando o assunto mafioso, vale citar “Scarface”). Sem falar em “A Fantástica Fábrica de Chocolate” e “Matilda”. Ah! Por incrível que pareça, o macabro longa “O Exorcista” também teve origem nas páginas de uma obra literária.

Claro, o inverso também pode acontecer como “O Exterminador do Futuro”, livro baseado no primeiro longa da franquia.

Marvel books

Ninguém contesta a popularidade dos heróis e sua capacidade de render bons frutos (leia-se dinheiro) para a indústria. Quem quiser ver a romantização dos personagens Marvel pode consultar a série publicada no Brasil pela Novo Século, que conta com os seguintes títulos: “Guerra Civil”, “Homem-Aranha entre trovões”, “X-Men: espelho negro”, “Homem de Ferro: vírus”, “Vingadores: todos querem dominar o mundo”, “Homem-Formiga: inimigo natural”; “Guardiões da Galáxia: Rocket Raccoon & Groot”. “Guerras Secretas”, “Deadpool: Dog Park” e “A morte do Capitão América”. Além de “Wolverine: Arma X”, “Novos Vingadores” e “Dr. Estranho”, que estão para chegar.

Nos games

A grande indústria busca enriquecer e, com isso, adaptações surgem aos montes. E isso vale para todos os universos. Com cinco filmes, mais de dez jogos e livros lançados, a franquia “Resident Evil” é um bom exemplo para mostrar como se pode ganhar dinheiro baseando-se nos grandes sucessos dos consoles.
O filme “Warcraft” – O Primeiro Encontro de Dois Mundos”, inspirado no MMORPG mais popular do planeta, que já tem uma trilogia de romances, estreou no cinema há pouco tempo.
Além do game on-line, estão na lista de grandes sucessos do videogame que se encaixaram bem em outros universos: “God of War”, com dois livros lançados; “Max Payne”, com uma produção cinematográfica; as romantizações “Dead Island”, “Batman: Arkham City” e “Minecraft”; e “Assassin’s Creed”, com oito livros lançados e um longa para chegar.

Realidades adaptadas

Philip K. Dick é um nome a quem os fãs de grandes superproduções de ficção científica devem agradecer. Suas páginas levaram roteiristas e diretores de Hollywood a nos proporcionar bons momentos em frente à TV. O livro de contos “Realidades Adaptadas” reuniu as histórias de ficção de Dick que foram para as telas. São elas: “O Vingador do Futuro”, “Screamers”, “Impostor”, “Minority Report”, “O Pagamento”, “O Vidente” e “Os Agentes do Destino”.

Vem aí!

Não importam os universos: os livros serão sempre a primeira opção quando o assunto é adaptação:
“Jogador nº 1” está sendo produzido por ninguém menos que Spielberg;
“O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares” será lançado neste ano sob tutela de Tim Burton;
“Caçadores de Trolls” vai virar série na Netflix.