Anhanguera promoveu Mesa Redonda na Semana de Educação Física

Mediada pelo jornalista Guilherme Costa, do Globo Esporte.com, foi promovida Mesa Redonda pelo curso de educação física das Faculdades Anhanguera, na noite de segunda-feira, 30/5, com a participação de esportistas renomados, de diversas especialidades.

Colocar os alunos em contato com esportistas experientes e com especificidades da profissão de educador físico é um dos objetivos da Semana de Educação Física, segundo explicou o coordenador do curso, professor Luciano Pereira Marotto.

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Entre os participantes, Carlos Massoni, o Mosquito (de camisa listrada, na foto), bicampeão mundial de basquete, morador de Guarulhos e que tem uma longa folha de serviços prestados ao esporte da cidade; e Hélia Souza, a popular levantadora Fofão (de blusa azul), que participou de 5 Olimpíadas, tem 3 medalhas olímpicas e há um ano parou de jogar. Ela disse que o vôlei, apesar de ter crescido muito no conceito e no interesse dos brasileiros, ainda é muito concentrado em São Paulo e no Rio de Janeiro. Relatou que praticamente não teve férias nos 30 anos em que jogou vôlei e, no momento, pensa em cuidar um pouco de si mesma, estuda marketing, mas deseja incentivar jovens a praticar vôlei.

Além deles, fizeram parte: Gisele, também levantadora de vôlei, jogou em um Mundial, tetracampeã brasileira pelo Sesi, vai participar da Paralimpíada; Paula, que disputou a Paralimpíada; Ubiratan (Bira), preparador do voleibol sentado desde 2010; Ana Cecília Zarantonelli, treinadora da ginástica acrobática e da ginástica artística, atua no esporte desde 8 anos de idade e trabalhará na Olimpíada do Rio de Janeiro, neste ano.

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Ivan de Oliveira Freitas (de azul e branco), formado em educação física, foi o primeiro cego a se formar no Brasil e o segundo no mundo. Atuou no chamado futebol de 5, na série B e série A, em vários outros torneios; citou algumas vitórias obtidas e contou que no ano passado não conseguiu pontuar para o Paralímpico. Brincou que neste ano irá à Olimpíada apenas para assistir. Indagado sobre a forma politicamente correta de se referir a quem é deficiente visual, respondeu que particularmente não se incomoda em ser assim chamado ou de cego. “A nomenclatura não faz diferença. O que todos queremos é que o esporte seja tratado com o respeito que merece, que se invista no esporte de base, e não apenas nos esportes de alto rendimento”. Os recursos captados pelas loterias, por exemplo, poderiam ser canalizados para esse fim.

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O atleta olímpico guarulhense Wilson David dos Santos (primeiro à esquerda) contou que teve paralisia infantil e que foi abençoado com a cura, o que o fez desde criança a valorizar o que é superar desafios. Tendo começado a praticar atletismo em 1976, fez parte da Seleção Brasileira, foi campeao sul-americano e competiu em 32 países. Ele incentivou os jovens alunos a persistir na carreira, estudar continuamente e aprimorar-se.

No geral, os participantes criticaram a falta de orçamento nas secretarias de Esportes das prefeituras e o fato de as verbas da Educação não incluírem material esportivo para uso das crianças e adolescentes nas escolas.

Houve referência aos Jogos Pan Americanos de 2007, que legado nenhum deixaram praticamente e pouco do que foi construído é realmente aproveitado atualmente.