Após resgate de 1.707 cães em Piedade, Petz anuncia fim da venda de filhotes

Policiais encontraram canil com cães em situações de maus-tratos em Piedade (SP) - Foto: Divulgação/PM

Em vídeo publicado nas redes sociais do grupo Petz, Sergio Zimerman, presidente e fundador da empresa, anunciou que a rede não venderá mais filhotes de cães e gatos em suas lojas.

No comunicado, Sergio diz que se sente “orgulhoso” pelos 16 anos em que buscou um “processo mais controlado e ético” na comercialização de animais.

“Um dos canis que mantinha relações conosco sofreu denúncias de maus-tratos. Isso nos incomodou muito. Me reuni com a equipe no final de semana para saber a possibilidade disso acontecer de novo. A equipe garantiu que era ‘99% seguro’ o nosso processo.”

“A partir de agora, as 82 lojas do grupo Petz espalhadas por todo o Brasil não comercializam cães e gatos”, disse Sergio

“Ocorre que 99% não é 100%. Se tem a menor possibilidade disso acontecer de novo, então não serve. A partir de agora, as 82 lojas do grupo Petz espalhadas por todo o Brasil não comercializarão mais cães e gatos”, afirmou.

“O caso do canil de Piedade nos mostrou que, apesar de inúmeros esforços, não é possível garantir que todos os parceiros tenham a mesma preocupação que nós com o bem-estar animal”, finalizou.

Ativismo e resgate

A ativista Luisa Mell comemorou o anuncio do fim da venda de animais feito pelo presidente da rede de pet shops Petz, Segio Zimerman. Ela também desabafou nas redes sociais a respeito do resgate de 1.707 cães de um canil em Piedade, no interior de São Paulo.

“Ontem tive um dos dias mais difíceis da minha vida… Exploradores de animais inconformados em perder seus lucros tentaram invadir nosso centro de triagem para me agredir e roubar os cães (que foram confiscados pela polícia e entregues ao Instituto Luisa Mell)”, disse ela por meio do Instagram nesta quarta-feira, 20.

Luisa gravou o momento em que saiu do local: “Tô indo embora escoltada porque fui muito ameaçada de morte. Queriam me linchar”. A ativista ainda fez questão de agradecer à Polícia Civil e à Polícia Militar do Estado de São Paulo pelos serviços prestados.

*Com informações do Estadão e do G1